sábado, 2 de janeiro de 2010

Deserto

Sábado. Faltam poucos minutos para as 8h da manhã. A caminho do trabalho, atravesso a cidade de uma ponta à outra. Passo por desportistas, na maioria velhotes na corrida matinal, alguns carros, uns a irem para casa e outros, madrugadores como eu, a caminho de algum lado. Ciganos em frente ao Mercado a montar a tenda, gente a caminhar e no café/pastelaria, mais uns quantos velhotes a tomar o seu pequeno-almoço.

Domingo. Ou então, um qualquer feriado. Faltam poucos minutos para as 8h da manhã. Atravesso a cidade de uma ponta à outra a caminho do trabalho. Na rua não se vê vivalma. Silêncio absoluto. Nem um carro, nem pessoas. Nem os desportistas matinais encontro pelo caminho. Imagino que se encontra tudo a dormir. Sinto-me priveligiada por aproveitar este sossego: a cidade é minha [ou quase]. É ao mesmo tempo pacífico e algo perturbador, o sentimento de abandono.

2 comentários:

a disse...

Essa cidade é linda quando abandonada (se falamos da mesma), fora do tempo das gentes de fora que a invadem como se fosse sua em outra época do ano.

Caramela disse...

a,
Falamos da mesma cidade sim. Entre a invasão das gentes de fora e a inexistência de vivalma aos Domingos de manhã no Inverno... Prefiro a segunda opção. É realmente uma cidade linda.
E já agora, bom ano! Beijinhos