"Estás linda hoje.
Dizes sempre isso - repreendes-me.
Mas pior, não acreditas.
Explicar-te-ei então, na esperança,
Não de que acredites, mas apenas de que não me repreendas mais.
Quem ama não merece, não merece repreensões.
Quem ama merece castigo – que seja amar ainda mais –
Mas não repreensões.
Repreenda-se as crianças, que não o repitam, que se tornem melhores.
Não se repreenda quem ama.
Quem ama só erra por amor – e que doce erro de quem ama,
Que não merece repreensões.
Quem ama beija a felicidade que é beijar-te a ti.
Abraça a vida que dá por ti,
Não hesita o corpo que sonha em ti.
Estás linda amanhã.
Disseste o mesmo ontem - repreendes-me.
Quem ama repete o seu amor.
Não me ames, vai-me amando.
Não me ames amanhã, vai-me amando desde hoje, desde agora.
Amanhã não se ama, apenas se pensa no amor.
Chega o amanhã e estás linda hoje.
Dirás sempre o mesmo - repreendes-me.
E quem ama diz sempre o mesmo
E não merece repreensões.
Repreenda-se quem não repete o seu amor,
Quem não ama vezes sem conta,
Quem não diz estás linda hoje, ontem e amanhã.
Que não se deixe amar quem não acha que estás linda hoje,
Pois hoje estás linda. E repreendes-me.
Não me repreendas, não se repreende quem ama.
E eu amo-te."
quarta-feira, 25 de abril de 2012
terça-feira, 24 de abril de 2012
Boca grande
Que nervos que me dá! Que nervos!
Sei que quando se escreve por aqui, ou qualquer outro sitio da world wide web não posso ter qualquer expectativa de privacidade. E juro, juro que não tenho.
Procuro escrever no semi anonimato aqui, o que me apetecer. E noutros lados, sem anonimato, mas com o mínimo de privacidade... Algo do género, vê quem eu quero e está ligado a mim nesta "teia".
Até porque existem declarações de privacidade por algum motivo.
Portanto dá-me nervos. Dá-me calores. Dá-me... Eu sei lá, saber que escrevo coisas, partilho pensamentos, seja em forma de desabafo, fotografia, música ou poema e alguém, que só assim por acaso me é próximo, vai e agarra neles e vai mostrá-los a outro alguém, que também só assim por acaso não se fala comigo.
Para quê? Depois fala em confiança...
Se eu quisesse partilhar com alguém em particular, eu agarrava neles e partilhava com determinada pessoa. Não o fazendo, é porque não o quero. E se determinada pessoa não se dá comigo, não tem de saber da minha vida. Ainda para mais quando foi essa determinada pessoa que decidiu não querer saber nada.
Portanto não tem de saber. E é um pedido que já foi feito quinhentas vezes. E quinhentas vezes respondido que não era nada partilhado. E que não sabia. Para quinhentas vezes depois eu vir a saber que sabe e é partilhado. Sempre pela mesma pessoa. Sempre quem me responde que não partilha. Sempre por quem me pede confiança.
AAAAAAAHHHHHHHHHHH!
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