quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Celebrar vs. Não celebrar

É o último dia do ano. Altura dos habituais balanços e das resoluções para o novo ano.

O ano que agora termina começou bem. Muito bem até. E foi melhorando. Conheci novas pessoas, fui mudando mais um pouco e acabei por (re)encontrar uma pessoa que significou e significa muito para mim.

Mas existe aquela expressão "tudo o que sobe, tem de descer"...
E em Maio descambou um bocado. Mas uma pessoa ainda se mantém firme, apesar de tudo. Chegou o Verão. Sol, calor, praia e mais umas quantas surpresas desagradáveis. Mesmo assim, mantém-se de pés firmes na terra. Há que seguir em frente.
Mudo de casa, passo a ter verdadeiramente o meu cantinho e chega o Outuno. E com ele mais um descarrilamento. Desta vez as pernas vacilam, mas aguenta-se o melhor que se pode.
E chegamos já perto do fim do ano e com ele o golpe da misericórdia - Esperem... Esperem... Toma lá que já levaste!
O que já vinha a ameaçar desde meio do ano, junta-se tudo ao mesmo tempo e temos um aparatoso descarrilamento.

O ano termina agora. Finalmente! Estes últimos meses então, foram verdadeiramente para esquecer. O novo ano começa dentro de pouco tempo... Traz a promessa de novas oportunidades, de um recomeço.

Mas enquanto não se recomeça... É só um novo dia. Novo mês. Novo ano. Mas na prática nada realmente muda. Apenas o número, é só. O que aconteceu, continua a ser um facto. O que está para resolver, assim se mantém. Não é por passar a escrever 2010 a partir de amanhã, em vez de 2009 que alguma coisa se altera.
Não tenho o que celebrar e por isso não o vou fazer.

Apesar disso, queria desejar a tod@s , com celebração ou não, boas entradas. Espero que 2010 seja um ano muito melhor que o que agora termina. E agradecer a quem entrou na minha vida em 2009.

Sozinha

Há muito tempo que não fazia destas...
Ir para a sessão da meia noite ao cinema, sozinha. O filme escolhido - "Lua Nova", não é nada do outro mundo. Mas como gosto dos livros, valeu a pena ir ver à mesma. Escusado será dizer que os livros continuam a ser bem melhores.

Mas o que merece mesmo o post é ir ao cinema numa sala completamente vazia. Penso que a culpa é das horas da sessão e também porque o filme já estreou há mais de um mês.
Anyway... Soube muito bem! Já lá ia algum tempo...

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Apelo II

Depois do post anterior e porque todos tem direito de resposta, aqui fica o que recebi via mail até agora. Abstenho-me de qualquer tipo de comentários, já que as respostas são por si só esclarecedoras.

"Obrigada pela sua mensagem.

O Bloco de Esquerda sempre defendeu o acesso ao casamento civil de homossexuais e lésbicas. É uma discriminação que ainda persiste e que, do nosso ponto de vista, contraria o espírito da Constituição.
Não concordamos com a opção do Governo em proibir o acesso à adopção pelos casais do mesmo sexo. Há muito que a nossa posição é conhecida e pensamos ser uma hipocrisia adiar esta questão. Até porque, como todos e todas sabemos, um homossexual ou lésbica, sózinho pode adoptar, mas se for um casal já não pode. Parece (?) um castigo.
Da minha parte, não tenho dúvidas de que estaremos sempre do lado dos avanços de civilização na consagração de direitos e de combate às discriminações.

Com os meus melhores cumprimentos

Helena Pinto
Deputada do Bloco de Esquerda"


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"Exm.ª Senhora,

Eu votarei favoravelmente ao casamento. Sempre o defendi. A adopção será a batalha seguinte, sendo por agora necessário ultrapassar algumas barreiras sociais, de modo a não colocar a sociedade liminarmente contra.

Votos de Feliz Ano Novo, com um abraço,

Luiz Fagundes Duarte
Deputado"

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"Exmos. Senhores

Agradeço o número significativo de mails que recebi apelando ao voto favorável ao casamento, e nalguns casos à adopção, entre pessoas do mesmo sexo. A participação dos cidadãos na vida política é algo que deve motivar todos os que, em seu nome, exercem funções públicas.

Devido ao elevado número de mails, responderei em conjunto, pensando que esta resposta será suficiente. Fico, ainda assim, disponível para demais esclarecimentos ou questões.

Compreendo a importância dada ao tema por muitos que vivem há anos o activismo LGBT, e pelos que não o fazendo acham que esta alteração faz sentido, neste momento. Penso que será também compreensível que como Deputado não possa valorizar estes projectos de forma diferente dos demais. Não o faço e, devo dizê-lo, acho que são de oportunidade política bastante duvidosa. Mas cada partido pode, legitimamente, marcar a sua agenda. E cá estamos para a discutir.

Quanto à questão em concreto, é público que não sou favorável às soluções jurídicas de casamento e adopção por pessoas do mesmo sexo. É uma posição política com sustentação jurídica.

Considero que o contrato de casamento constante do Código Civil é claro na opção numérica e de género: refere-se a duas pessoas, de sexo diferente. E pode alterar-se essa definição? Como diz o anúncio, pode mas não é a mesma coisa, ou seja, a criação de um novo conteúdo implica a respectiva criação de um novo conceito jurídico, concretamente, um novo contrato. Admito a discutibilidade desta opção No entanto, o direito comparado mostra que apenas 7 países optaram pela confusão, em termos jurídicos, entre uniões de pessoas de sexo diferente e do mesmo sexo, enquanto que, são mais de 30 os países que optaram pela manutenção do conceito de casamento e pela criação de um novo contrato para pessoas do mesmo sexo. A título de nota, lembro que mais de 80% dos países do mundo proíbem ou não reconhecem uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Ainda no que diz respeito à legislação nacional, a solução de integração das uniões entre pessoas do mesmo sexo no conceito de casamento, torna inevitável a adopção. Esta inevitabilidade acontece por via de opção, como consta do projecto do BE ou por via de inconstitucionalidade da exclusão, como sucede na Proposta do Governo. E no que diz respeito à adopção, sou contra, fundamentando a minha posição na Declaração Universal dos Direitos da Criança. Esta Declaração refere como direito de cada criança, ter um pai e uma mãe. Entendo que este direito pode ser satisfeito parcialmente, apenas por um pai ou por uma mãe. É, fundado neste principio que, de facto, já há homossexuais que adoptam crianças. Fazem-no em nome individual, quando é considerado que essa é a melhor solução para a criança. Assim estamos perante uma excepção, fundada no superior interesse da criança. Não devemos, em meu entender, transformar essa excepção, fundada no superior interesse da criança, numa regra fundada nas expectativas dos adoptantes.

Aqui fica a minha posição política sobre o objecto dos vossos apelos, como disse fico disponível para esclarecimentos ou questões.

Mais uma vez saúdo o vosso espírito participativo, que espero reencontrar noutras discussões relevantes para o futuro de Portugal.

Saudações democráticas

João Pinho de Almeida
Deputado do CDS-PP"


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Agradeço o seu mail.

Pelo meu lado - e dos/as deputados/as do Bloco de Esquerda - pode contar com toda a firmeza nesta luta essencial contra a discriminação, pela igualdade e os respectivos direitos. Todos eles e não apenas uma parte. Dia 8 não faltaremos às nossas responsabilidades de força política empenhada no combate contra todas - insisto, todas - as desigualdades que inferiorizam.
Saudações cordiais.
José Manuel Pureza

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Agradeço as suas palavras.

De facto, a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo é um avanço significativo na nosso país.
Encontramo-nos perante o momento histórico em que essa desigualdade que existia será terminada.

Infelizmente, as lições que levaram a este avanço não foram completamente assimiladas por todos.
Assim, agora, o Partido Socialista pretende criar uma nova discriminação, não garantindo acesso à parentalidade aos casais de pessoas do mesmo sexo.

O Bloco de Esquerda tudo fará para que esta nova discriminação não seja criada. Por isso mesmo, apresentamos um projecto de lei que defende a possibilidade de pessoas entre o mesmo sexo, sem quaisquer discriminações no que toca ao acesso à parentalidade.

Para o Bloco de Esquerda, as discriminações em função da orientação sexual são inaceitáveis numa sociedade moderna. Dessa forma, continuaremos a nossa luta, juntando a nossa voz a muitos portugueses e a muitas portuguesas até que estas sejam totalmente eliminadas.

Agradeço e retribuo os votos de um 2010 com mais igualdade e liberdade.

Saudações Bloquistas,
Pedro Filipe Soares

Apelo

Escreve às deputadas e aos deputados.
Incentiva a Assembleia da República a aprovar a igualdade!

No próximo dia 8 de Janeiro serão votados na AR os vários projectos sobre a igualdade no acesso ao casamento. É importante que escrevas a cada um/a das/os deputad@s apelando a que vote na igualdade!

Proposta de carta:

Assunto: Incentivo à Assembleia da República a aprovar a igualdade!

Cara/o deputada/o,

Aproxima-se o dia da votação dos projectos sobre a igualdade no acesso ao casamento.

Temos a hipótese de começar 2010 a reparar uma das maiores injustiças e discriminações legais: a actual impossibilidade de acesso ao casamento civil para casais de pessoas do mesmo sexo.

Defendo que os casais de gays e de lésbicas devem poder ter acesso à parentalidade em igualdade de circunstâncias. Desafio cada deputad@ a deixar de lado eventuais ideias feitas que possa ter sobre o assunto e a ler os resultados das investigações académicas sérias feitas neste domínio, em alguns casos acompanhando famílias ao longo de mais de duas décadas. Sei que, se o fizerem, chegarão à conclusão inevitável de que nada, absolutamente nada, justifica a actual desprotecção legal das famílias com pais ou mães LGBT - ou qualquer dúvida em relação ao acolhimento legal dos projectos parentais de casais de pessoas do mesmo sexo.

Mas sei também que a possibilidade de regulação pelo casamento da relação de qualquer casal é fundamental e urgente - e independente de qualquer projecto de parentalidade.

Assim, apelo a que tod@s @s deputad@s lutem pela plenitude dos direitos e, caso não seja possível neste momento uma concertação no sentido de garantir avanços no âmbito da parentalidade, apelo a que garantam e apoiem a igualdade no acesso ao casamento não permitindo o protelar da dignidade num campo tão importante como o da conjugalidade.

Votos de um 2010 com mais igualdade e mais liberdade,

(nome)


[recebido via e-mail]

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Ai saudade..

Skunk Anansie - Twisted (Everyday hurts)

"Everyday hurts a little more
'Cos everyday hurts a little more
And I'll do anything
Yes I'll do anything
To belong, to be strong
To say there's nothing wrong"

E cantava bem alto, até os pulmões e a garganta doerem.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

O perfeito filme de Natal...

... E de qualquer altura.
Não sei como nunca o tinha visto ou como fui capaz de deixar passar tanto tempo e sem grande curiosidade para o ver. Porque depois de o ter visto esta tarde... Não tenho palavras para o descrever. Simples e complexo. E extremamente bonito. A ter. A ver e rever. Encantador.

As palavras às vezes são tão desnecessárias!


Wall-E

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Feliz Natal!

Antes que se assustem... Estão no sítio certo! Contra todas as expectativas, o Caramelices rende-se ao espírito natalício [ou quase].

Cheguei hoje a casa dos papás. O Natal está à porta e amanhã de manhã ainda vou ter de ir comprar a prenda para a minha mãe que está a faltar. O que me vale é que já decidi o que quero, senão era um desespero!
Sábado à tarde regresso ao sul, que Domingo trabalha-se. Pelo caminho é capaz de ficar a faltar a promessa à minha irmã de a levar ao Noori Sushi. No meio das festas de família, não estou a ver como consigo ir lá com ela...
E assim o tempo da família fica reduzido a 3 dias, com muitas queixas da parte da minha mãe.

Festas felizes a tod@s, para os que gostam e os que, como eu, não apreciam grande coisa desta época. E aproveito o post para partilhar o meu espírito natalício e deixo-vos uma pequena prenda [assim já gosto um pouco mais do Natal]. ;)


Luís Azevedo

Á noite

"Batem leve, levemente,
como quem chama por mim...
Será chuva? Será gente?
Gente não é, certamente
e a chuva não bate assim...

É talvez a ventania;
mas há pouco, há poucochinho,
nem uma agulha bulia
na quieta melancolia
dos pinheiros do caminho... "


Augusto Gil - Luar de Janeiro

Pois sim...
Batem é nada levemente e é chuva sim, chuvada até. E uma ventania que só vejo as luzes a falhar de cada vez que vem uma rajada mais forte. A árvore nas traseiras, a minha bela vista da janela da sala... Essa coitada no meio da tempestade já foi parar é ao chão.

Neve? Essa é que ainda não vi.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Comichão

Quem me manda armar em Rambo? Ou PSP? Ou em GNR? Ou segurança de hospital psiquiátrico? Ou mesmo porteiro de um qualquer bar? Quem, digam lá?
E quem me manda a mim ser teimosa que nem uma mula e arrastar a ida ao médico, porque afinal de contas não estou a morrer? Quem?
Pois, eu mesma.

E o resultado?
Passar a tarde no hospital e sair de lá com uma ligadura ortopédica no pulso. Pesa ligeiramente. Não consigo mexer muito bem a mão. É quentinha, o que dá jeito nestes dias frios. Mas acima de tudo.... Qual gesso, qual quê? A sensação é igual à do gesso, mas melhor porque o raio desta coisa está a deixar-me louca de comichão desde que sai do hospital.


Quero coçar-me!!!

domingo, 20 de dezembro de 2009

Finalmente!

Domingo. Um frio de rachar. Escuro lá fora. São 7h da manhã e o telemóvel toca. Completamente a dormir, carrego num botão qualquer e continuo a dormir.
5 minutos depois toca o despertador. Abro um olho à procura do local de onde vem o som irritante e agudo, desligo-o e volto-me para o outro lado para continuar a dormir.
O telemóvel volta a tocar. São 7h10. Abro os olhos e apercebo-me que tinha voltado a adormecer e que foi só por mero acaso que quando desliguei o telemóvel da primeira vez que o coloquei a repetir para 10 minutos depois.

Não me levantei atrasada. E ter-me apercebido disso não me stressou. Soube bem ter dormido e saber que a minha vontade era dormir ainda mais. Finalmente! [obrigada]

E depois fui para o trabalho...

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Maura Paoletti - Tempestade

Lá fora chove e faz muito vento... E estou cansada.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Será?



A primeira notícia que ouvi esta manhã:

"A não ser que haja alguma surpresa, o Conselho de Ministros aprova hoje a proposta de lei de legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Um diploma que a Assembleia da República deverá discutir a 14 ou 15 de Janeiro, estando previsto que o debate incida sobre as propostas do Governo, do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).

Apesar de diferentes, os diplomas convergem na legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A possibilidade de os novos casais adoptarem crianças está expressamente prevista na proposta do PEV e fica implícita na do BE. Mas o Governo, recorrendo ao argumento de que não tem "mandato democrático" para avançar com essa medida, porque a sua promessa eleitoral se cingia ao casamento gay, optou por interditar a adopção aos novos casais.
(...)"


quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Um momento

Esta música tem qualquer coisa...
Não sei se é a voz, a guitarra, a letra que é bastante simples ou o conjunto todo. Mas definitivamente tem qualquer coisa que gosto e que me deixa... Leve, é capaz de ser a melhor forma de transmitir o que sinto.

Nos últimos tempos tem passado bastante na rádio e tem calhado estar a chegar a casa quando começa, como foi o caso de ontem à tarde quando cheguei de Lisboa e desta manhã. Acabo por ficar ali sentada a ouvi-la e à espera que acabe para entrar em casa.


The Temper Trap - Sweet Disposition

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Escolhas



Existem inúmeras possibilidades e escolhas que temos de ir fazendo.
Esquerda ou direita? Para cima ou para baixo? Responder ou calar? Andar ou correr? Quente ou frio? Café ou chá? etc.

Algumas delas exigem reflexão. Outras são no momento, dependendo do que apetece. E outras ainda são impostas por outra pessoa. As últimas são as que menos se gosta, e em que parece também que as escolhas ficam reduzidas a muito pouco.
Depende de quem o faz. Do que pede. E como o faz. Aceita-se. Ou procura-se alternativas, dependendo do tempo e disponibilidade que se têm para as procurar.

E se a pessoa que o faz, aparentemente, não está ela própria disposta a procurar alternativas? E se as escolhas que impõem a outros, afectam apenas outros, não estando disponivel para também mudar um pouco da sua vida e das suas escolhas?

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Cinco, Cinq, Cinque, Five, Fünf, Viisi, Pénde

A Pano Pra Mangas desafiou-me a aqui escrever cinco revelações sobre mim. O objectivo é sermos cuscas e depois passar a cusquice a outras cinco vizinhas.



É um desafio que, pelo menos para mim, foi mais difícil do que parece à primeira vista. Mas aqui vai.

a) Eu já... estive dentro de água com tubarões [e ia morrendo de medo].
b) Eu nunca... fui muito equilibrada/coordenada nos movimentos [mas agora estou melhor].
c) Eu sei... dizer merda em grego, mas esqueci o resto que me ensinaram.
d) Eu quero... ir ao Egipto.
e) Eu sonho... mas normalmente apenas me recordo dos pesadelos quando acordo.

E agora passo o desafio à a, g, Dantins, Troca & Tintas e vice'.

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

She's alive!

Tenho andado assim um bocado desaparecida. Ou então, apareço mas também não tenho escrito nada de jeito, limito-me a copiar qualquer coisa de outro lado e aqui divulgar.

Pois, mas hoje também não venho aqui dizer nada de especial.
Este post tem como único objectivo dizer que estou viva sim. Sei que não tenho ligado muito a este canto, mas tenciono voltar em breve. Mas não hoje, que o que quero agora é ir para a cama.

Espero que o fim de semana prolongado para alguns ou apenas o feriado para outros, tenha sido agradável. Até breve, até porque tenho um desafio para responder. ;)

sábado, 5 de dezembro de 2009

Prémios Média


A rede ex aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes promove no próximo dia 6 de Dezembro a quinta edição dos seus Prémios Média, no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, às 15 horas, na qual gostaríamos de contar com a vossa presença.

Os jovens homossexuais, bissexuais ou transgéneros, LGBT, segmento da população que constitui o alvo primordial do trabalho que desenvolve a rede ex aequo, a certa altura da sua vida descobrem que a sua orientação sexual ou identidade de género é diferente da norma. Não possuindo informação e com receio de pedir apoio para evitar a discriminação dos colegas, amigos e familiares passam por momentos difíceis, levando, entre outras situações, à solidão, ao isolamento, a comportamentos de risco, à depressão, à baixa auto-estima, ao insucesso escolar e, em casos extremos, mas demasiado frequentes, ao suicídio.

Conhecendo a gravidade destas situações, a rede ex aequo organiza este evento, para homenagear as figuras da comunicação social, artes e espectáculo em Portugal que, através do seu trabalho, dão visibilidade a algumas das muitas dificuldades sentidas pelos jovens LGBT. O seu contributo é fundamental para a desconstrução de estereótipos, infelizmente ainda associados à orientação sexual ou à identidade de género.

Neste contexto, a rede ex aequo, na sua 5ª edição dos Prémios Média tem a honra de distinguir, em ex aequo, as seguintes personalidades:

Ana Zanatti, Actriz e autora, pela abordagem de temas extremamente relevantes para a juventude LGBT no programa “Sete Palmos de Testa”, numa atmosfera de respeito por todas as pessoas e por diferentes pontos de vista aliada a uma grande franqueza e a uma intenção clara de auscultar a juventude.

Rui Vilhena, autor, e Nuno Távora, actor, pela novela “Olhos nos Olhos” (TVI).

Filipe La Féria pela encenação da peça “A Gaiola das Loucas”, onde foram abordadas as temáticas do transformismo e homossexualidade.

Ana Guiomar e Diana Chaves, actrizes, pela novela “Podia Acabar o Mundo” (SIC).

O programa “Prós e Contras” (RTP1), pela inclusão do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos seus temas de debate.

Nuno Ropio pelas várias reportagens realizadas ao longo deste ano onde abordou os temas da Homossexualidade e Transsexualidade. “Polícias homossexuais discriminados pelo Ministério da Administração Interna”, “Filhos de lésbicas regem-se pela normalidade”, “Casas de abrigo para jovens gays e lésbicas expulsos pelas famílias”, etc.

Página oficial do evento: http://www.rea.pt/premiosmedia

A entrada é livre.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

"Isto precisa é de um referendo em cada esquina"

"Confesso que não sei se as pessoas nascem com essa característica ou se optam por adoptar o comportamento desviante que a Bíblia, aliás, condena - mas, na minha opinião, os canhotos não deveriam poder casar. Nem adoptar crianças. Um casal de pessoas, digamos, normais, acaricia a cabeça dos filhos como deve ser, da esquerda para a direita. Os canhotos acariciam da direita para a esquerda, o que pode ter efeitos perversos na estrutura emocional das crianças. Na verdade, sou contra a adopção por casais heterossexuais em geral, sejam ou não canhotos. Atenção: não tenho nada contra os heterossexuais. Tenho muitos amigos heterossexuais e eu próprio sou um. Mas não concordo que possam adoptar crianças. Em primeiro lugar, porque é contranatura. Quando olhamos para a natureza, não vemos casais de pardais ou de coelhos a adoptarem crias de outros. Pelo contrário, esforçam-se por colocar as suas crias fora do ninho ou da toca o mais rapidamente possível. Ou usam as suas próprias crias para produzir novas crias. Mas não adoptam. Provavelmente, porque sabem que é contranatura. Por outro lado, a adopção por casais heterossexuais pode condicionar a sexualidade das crianças. Todos os homossexuais que conheço são filhos de casais heterossexuais. A influência de heterossexuais tem, por isso, aspectos nefastos que merecem estudo cuidadoso. Por fim, há a questão do estigma social. Suponhamos que uma criança adoptada por um casal heterossexual é convidada para ir a casa de um colega adoptado por um casal de homens. Como é que o miúdo que foi adoptado por heterossexuais se vai sentir quando perceber que a casa do colega está muito mais bem decorada do que a dele?

Quanto ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mais do que ser a favor de um referendo, sou a favor de vários. Creio que o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser referendado caso a caso. O Fernando e o Mário querem casar? Pois promova-se uma grande discussão nacional sobre o assunto. A RTP que produza um Prós e Contras com cidadãos de vários quadrantes que se posicionem contra e a favor da união do Fernando e do Mário. Organizem-se debates entre o Mário e os antigos namorados do Fernando, para que o povo português possa ter a certeza de que o Fernando está a fazer a escolha certa. E depois, então sim, que Portugal vá às urnas decidir democraticamente se concede ao Mário a mão do Fernando em casamento. E assim para todos os matrimónios. Se o objectivo é metermo-nos na vida dos outros, façamo-lo com o brio que essa nobre tarefa merece.

Defendo, portanto, uma abordagem especialmente cautelosa desta questão. Sou muito sensível ao argumento segundo o qual, se permitirmos o casamento entre pessoas do mesmo sexo, teremos de legalizar também as uniões dos polígamos. E sou sensível porque, como é evidente, não posso negar que me vou apercebendo da grande movimentação social de reivindicação do direito dos polígamos ao casamento. Parece que já temos entre nós vários muçulmanos, grandes apreciadores da poligamia. E eu não tenho homossexuais na família, nem entre os meus amigos, mas polígamos, muçulmanos ou não, conheço umas boas dezenas. Se toda esta massa poligâmica desata a querer casar, receio que os notários fiquem com as falangetas em carne viva, de tanto redigirem contratos de união civil. Mas, felizmente, confio que os polígamos sejam, também eles, sensíveis à mais elementar lógica: a poligamia é uma relação entre uma pessoa e várias outras de sexo diferente. A reivindicarem a legalização das suas uniões, fá-lo-iam a propósito do casamento entre pessoas de sexo diferente, com o qual têm mais afinidades. A menos que se trate de poligamia entre pessoas do mesmo sexo. Mas, segundo o Presidente do Irão, parece que entre os muçulmanos não há disso."


Ricardo Araújo Pereira in Boca do Inferno
Visão, 3 de Dezembro 09

Ahahah! Muito bom! E mais não é preciso dizer.

Time is running out

Olha que apropriado isto hoje... E já agora aproveita-se para recordar. ;)






Para @s mais curios@s, o alinhamento do concerto:

1. Uprising
2. Resistance
3. New Born
4. Map Of The Problematique
5. Supermassive Blackhole
6. MK Ultra
7. Interlude
8. Hysteria
9. United States of Eurasia
10. Feeling Good
11. Guiding Light
12. Jam (Dom e Chris)
13. Undisclosed Desires
14. Starlight
15. Plug In Baby
16. Time Is Running Out
17. Unnatural Selection

Encore
18. Exogenesis: Symphony, Part 1 (Overture)
19. Stockholm Syndrome
20. Knights of Cydonia


Cheguei mesmo em cima da hora, às 20h. Quanto à banda de abertura, Biffy Clyro, não achei nada de especial e não faz o meu género. Conhecia uma música, a última de a ouvir na rádio e era só. Dispensável, do meu ponto de vista.

Os Muse entram em palco, o concerto começa e a meio da segunda música comecei a pensar que ia mesmo só ouvir o novo albúm que não gosto. Mas heis que sou surpreendida pela terceira música.... É desnecessário dizer que fiquei feliz da vida e o concerto valeu logo ali a pena, não fosse essa a minha favorita de sempre. No início de Supermassive Black Hole estava na casa de banho com a mana, mas ainda voltei a tempo. Feeling Good e Plug in Baby foram de arrepiar, pelas vozes em coro [em ambos] e os saltos [no último]. E muito mais...

Cantei bem alto o concerto quase todo e sai de lá ligeiramente a caminhar para o rouca. Faltou Butterflies & Hurricanes para me ter dado por completamente feliz. E tudo isto para dizer que a correria e o cansaço valeram a pena.