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sábado, 18 de junho de 2011
terça-feira, 17 de maio de 2011
Roxo é a cor hoje!
Uma marcha para «romper o silêncio e combater a vergonha», debates, abraços grátis e a edição de um jornal dirigido pela estrela pop Lady Gaga assinalam hoje em Portugal o Dia Mundial de Luta contra a Homofobia e Transfobia.
A Plataforma Anti-Transfobia e Homofobia (PATH), promove hoje uma marcha em Coimbra, cuja concentração está marcada para as 17h nos Jardins do Convento de Santa Clara. Num manifesto, disponibilizado na página electrónica da marcha, a PATH destaca este ano «a luta pelo reconhecimento das diversas identidades de género, tais como a transexualidade e o transgenderismo, relegadas sistematicamente para espaços de exclusão. (...) Assim, em Coimbra, saímos à rua a 17 de Maio para romper o silêncio e combater a vergonha», refere o manifesto.
Para mostrar que «as pessoas são todas iguais» e porque um abraço «diz mais do que muitas palavras», a rede ex-aequo – associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes -, promove em Lisboa a iniciativa 'Free Hug'. Segundo disse à Lusa o presidente da associação, Manuel Abrantes, voluntários da rede ex aequo irão oferecer abraços a quem, entre as 17h30 e as 18h30, passar pela Gare do Oriente.
Para assinalar este dia, está também marcado o Seminário sobre Boas Práticas de Luta contra a Homofobia, promovido pela Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG), que se inicia às 10h no Centro de Informação Urbana, no Picoas Plaza.
Ao final do dia, às 19h decorre na sede da ILGA um debate centrado nas propostas dos partidos com representação parlamentar no âmbito da luta contra a discriminação com base na orientação sexual e na identidade de género, para o qual foram convidados representantes daquelas estruturas.
Na rede social Facebook foi criado um evento que apela a que hoje se use uma peça de roupa roxa «para assinalar a luta contra a homofobia e a transfobia e em memória das pessoas que sofreram violência ou morreram por estas razões».
in Sol
O número de denúncias sobre agressões homofóbicas ou transfóbicas em meio escolar feitas à rede ex aequo aumentou quase 12 por cento entre 2008 e 2010, revela o mais recente relatório do Observatório de Educação LGBT.
in LUSA
Há 21 anos, a Assembleia-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista de doenças mentais, tendo a data sido estabelecida como o Dia Internacional de Luta Contra a Homofobia e a Transfobia.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Projecto "It Gets Better"
Noticias lá das Américas, para o dia de ontem. Mas que serve para ontem, hoje e amanhã.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
20:15
O Presidente da República fará uma declaração sobre o diploma da Assembleia da República que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo hoje, pelas 20:15 horas, no Palácio de Belém.
Agora é esperar...
E eu que estou no trabalho a estas horas...
Homofobia e Transfobia
Hoje comemora-se o Dia Mundial da Luta Contra a Homofobia e Transfobia. E para assinalar este importante dia, vão haver diferentes eventos espalhados um pouco pelo país. [no Porto e Lisboa, já houve este Sábado uma Marcha e o Global Kiss-in]
A Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) e a rede ex aequo – associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes convida-te a participar num FREE HUG {Abraço Grátis} contra a discriminação no próximo dia 17 de Maio, Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia e a Transfobia, na Praça do Oriente (Gare do Oriente), Parque das Nações, Lisboa, entre as 17h30 e as 18h30!
Como podes participar? Veste-te com a cor laranja e vem connosco receber/dar abraços contra a discriminação de lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros (LGBT). Cada pessoa que ofereça/receba um abraço ganhará um brinde e informação sobre o dia que se comemora a 17 de Maio e sobre a discriminação contra pessoas LGBT.
Junta-te a nós por um mundo sem discriminação, sem violência, sem homofobia nem transfobia!
via mail
_____________________________Conferência - “Contra a Homofobia e a Transfobia: Identificar e Combater a Discriminação das Pessoas LGBT em Portugal”
17 de Maio de 2010
Centro de Informação Urbana de Lisboa (CIUL)
Picoas Plaza, Rua Viriato, 13, Núcleo 6-E,1º, 1050-233 Lisboa
PROGRAMA
14H00 – Abertura
Presidente da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género – Sara Falcão Casaca
- Miguel Vale de Almeida
Antropólogo, CRIA/ISCTE-IUL
- João Oliveira
Psicólogo, CIPsi, Escola de Psicologia, Universidade do Minho
- Comentário de representantes da ILGA Portugal, rede ex aequo e AMPLOS
-Sandra Gowran
Gay and Lesbian Equality Network (GLEN)
- Miguel Pinto
ILGA Portugal
17H30 - Encerramento
-Secretária de Estado para a Igualdade – Elza Pais
via mail
______________________________Dia Internacional contra a Homofobia e Transfobia - dia 17 de Maio - Coimbra
Celebra-se no dia 17 de Maio, o Dia Internacional contra a Homofobia e a Transfobia porque, ao teu lado, há quem viva a discriminação todos os dias, mesmo que num silêncio imposto pelo medo, pela solidão ou pela vergonha. Por isso, importa sair à rua, olhar nos olhos, ocupar o espaço. Para muitas pessoas, tu podes fazer a diferença. É a ti, também, que compete dar uma resposta, derrubar muros, combater a ignorância, promover a igualdade e o respeito. Não faças de conta que não sabes. Não faças de conta que nada disto te afecta. Não compactues, não silencies, não encolhas os ombros. Este dia é teu, sai do armário, e vem marcar a tua presença junto de nós!
Divulga a Marcha pel@s tuas/teus amig@s!! Mais informações no site da Marcha: http://marcha2010.naoteprives.org.
A comissão organizadora da 1ª Marcha contra a Homofobia e Transfobia de Coimbra
não te prives - Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais
Apartado 3113
3001-401 Coimbra
via mail
____________________________Se estiverem por uma destas cidades, juntem-se às iniciativas. =)
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Teste...
"Hoje [21 Abril], na Faculdade de Direito de Lisboa, realizou-se um teste de Direito Constitucional II. O Prof. Doutor Paulo Otero, o regente da cadeira, decidiu que seria este o caso prático que os alunos deveriam resolver, e numa provocação discriminatória e ridícula, fez-se um paralelismo entre a poligamia/bestialidade e a homossexualidade, disfarçando de humor aquilo que é um desrespeito e uma ofensa de proporções maiores do que o Sr. Professor pode imaginar. Até podia ter apresentado o mesmo caso prático sem, no entanto,referir que o diploma era “em complemento à lei sobre o casamento entre pessoasdo mesmo sexo”, mas a comparação foi obviamente propositada e consciente.
Ridicularizando um passo marcante na história de Portugal e do Mundo – a aprovação no Parlamento da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo – um dos constitucionalistas de renome da casa onde estudo e em quem confio a preparação da minha formação profissional fez uma coisa de tal forma perversa que fez com que eu tivesse, pela primeira vez e espero que última, vergonha de ter sido aluna de um membro do corpo docente da FDL. O que acontece é que o Sr.Professor parece ter-se esquecido do art. 13º e do princípio da igualdade; e com certeza que não pensou no que sentiria um gay ou uma lésbica que se visse confrontado com a obrigatoriedade de fazer este teste. Opiniões à parte, e quer se seja a favor ou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, qualquer pessoa com o mínimo de discernimento e respeito pela dignidade humana perceberá que isto não é admissível em lado nenhum, muito menos numa instituição do ensino superior, e muito menos naquela que é provavelmente a melhor Faculdadede Direito do nosso país. Esta atitude repulsiva não só é discriminatória em relação a todas as pessoas LGBT como obriga os alunos a tomarem uma posição em relação ao tema que irá influenciar a sua nota. Não me parece justo.
Não é novidade para ninguém que a nossa Faculdade é conservadora e consegue ser muito pouco receptiva a quase tudo o que é diferente, mas isto passou das marcas. Isto foi nojento e atroz e revoltou-me de tal forma que nem eu nem outros colegas conseguimos calar-nos. É um exemplo de como a luta pelos direitos fundamentais é ainda tão necessária e de como é preciso mudar mentalidades e combater preconceitos tão cruéis quanto este.
Partilhem se ficaram tão revoltados quanto eu.
P.S.: Os animais não têm personalidade jurídica, logo não têm capacidade para celebrar negócios jurídicos, como o casamento (art. 66º e seguintes do Código Civil)."
Ridicularizando um passo marcante na história de Portugal e do Mundo – a aprovação no Parlamento da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo – um dos constitucionalistas de renome da casa onde estudo e em quem confio a preparação da minha formação profissional fez uma coisa de tal forma perversa que fez com que eu tivesse, pela primeira vez e espero que última, vergonha de ter sido aluna de um membro do corpo docente da FDL. O que acontece é que o Sr.Professor parece ter-se esquecido do art. 13º e do princípio da igualdade; e com certeza que não pensou no que sentiria um gay ou uma lésbica que se visse confrontado com a obrigatoriedade de fazer este teste. Opiniões à parte, e quer se seja a favor ou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo, qualquer pessoa com o mínimo de discernimento e respeito pela dignidade humana perceberá que isto não é admissível em lado nenhum, muito menos numa instituição do ensino superior, e muito menos naquela que é provavelmente a melhor Faculdadede Direito do nosso país. Esta atitude repulsiva não só é discriminatória em relação a todas as pessoas LGBT como obriga os alunos a tomarem uma posição em relação ao tema que irá influenciar a sua nota. Não me parece justo.
Não é novidade para ninguém que a nossa Faculdade é conservadora e consegue ser muito pouco receptiva a quase tudo o que é diferente, mas isto passou das marcas. Isto foi nojento e atroz e revoltou-me de tal forma que nem eu nem outros colegas conseguimos calar-nos. É um exemplo de como a luta pelos direitos fundamentais é ainda tão necessária e de como é preciso mudar mentalidades e combater preconceitos tão cruéis quanto este.
Partilhem se ficaram tão revoltados quanto eu.
P.S.: Os animais não têm personalidade jurídica, logo não têm capacidade para celebrar negócios jurídicos, como o casamento (art. 66º e seguintes do Código Civil)."
Raquel Rodrigues, aluna da FDL
via Jugular
sábado, 13 de março de 2010
Ainda o casamento
O Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva das normas de quatro artigos do diploma que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.
"O Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da constitucionalidade das normas dos artigos 1.º, 2.º, 4.º e 5.º do Decreto n.º 9/XI da Assembleia da República, que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo", lê-se numa nota divulgada no 'site' da Presidência da República.
Ainda de acordo com a nota, "o requerimento de fiscalização da constitucionalidade foi acompanhado de um parecer jurídico subscrito pelo Professor Doutor Diogo Freitas do Amaral".
A proposta de lei que legaliza o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo foi aprovada pelo Parlamento em votação final global a 11 de Fevereiro, com votos favoráveis do PS, BE, PCP e Verdes.
Seis deputados do PSD abstiveram-se. O CDS-PP e a maioria da bancada social-democrata votaram contra o diploma, bem como as duas deputadas independentes eleitas pelo PS.
O diploma retira do Código Civil a expressão "de sexo diferente" na definição de casamento.
"Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida", é a redacção aprovada.
No entanto, o diploma impede a possibilidade de adopção por pessoas casadas do mesmo sexo.
"As alterações introduzidas pela presente lei não implicam a admissibilidade legal da adopção, em qualquer das suas modalidades, por pessoas casadas do mesmo sexo", prevê o artigo da proposta do Governo.
E já agora fiquem a saber que o único artigo do diploma que o Presidente da República não enviou para o Tribunal Constitucional para fiscalização preventiva refere-se à proibição da adopção por pessoas casadas com cônjuge do mesmo sexo.
"O Presidente da República requereu ao Tribunal Constitucional a fiscalização preventiva da constitucionalidade das normas dos artigos 1.º, 2.º, 4.º e 5.º do Decreto n.º 9/XI da Assembleia da República, que permite o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo", lê-se numa nota divulgada no 'site' da Presidência da República.
Ainda de acordo com a nota, "o requerimento de fiscalização da constitucionalidade foi acompanhado de um parecer jurídico subscrito pelo Professor Doutor Diogo Freitas do Amaral".
A proposta de lei que legaliza o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo foi aprovada pelo Parlamento em votação final global a 11 de Fevereiro, com votos favoráveis do PS, BE, PCP e Verdes.
Seis deputados do PSD abstiveram-se. O CDS-PP e a maioria da bancada social-democrata votaram contra o diploma, bem como as duas deputadas independentes eleitas pelo PS.
O diploma retira do Código Civil a expressão "de sexo diferente" na definição de casamento.
"Casamento é o contrato celebrado entre duas pessoas que pretendem constituir família mediante uma plena comunhão de vida", é a redacção aprovada.
No entanto, o diploma impede a possibilidade de adopção por pessoas casadas do mesmo sexo.
"As alterações introduzidas pela presente lei não implicam a admissibilidade legal da adopção, em qualquer das suas modalidades, por pessoas casadas do mesmo sexo", prevê o artigo da proposta do Governo.
E já agora fiquem a saber que o único artigo do diploma que o Presidente da República não enviou para o Tribunal Constitucional para fiscalização preventiva refere-se à proibição da adopção por pessoas casadas com cônjuge do mesmo sexo.
domingo, 21 de fevereiro de 2010
sábado, 20 de fevereiro de 2010
"Inveja é pecado"
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Programação madrugadora
Por falar nisso...
Vêm aí os Jogos Olímpicos de Inverno, de 12 a 28 de Fevereiro.
Já sei o que vou fazer de algumas das minhas madrugadas, porque os Jogos são em Vancouver, e eu sou grande admiradora da patinagem artística. Sempre que posso, lá estou colada à televisão a vê-l@s.

E de todas as modalidades presentes nos Jogos Olímpicos de Inverno ou Verão, o curling leva a taça para o desporto mais estúpido de sempre. E alguém me sabe explicar como é que "varrer o chão" é desporto?
Juro que não entendo.
Juro que não entendo.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
Para quem quer e pode
Olá a tod@s!
Como sabem, esta sexta-feira, dia 8, irão ser discutidas e votadas na Assembleia da República várias propostas relativas a direitos LGBT: 3 delas com vista à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, 2 destas incluindo adopção, mais uma proposta para a legalização das Uniões Civis Registadas (entre pessoas do mesmo sexo) e uma petição para o referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Como este é um momento muito importante para a igualdade dos cidadãos LGBT, desafiamo-vos a aparecer na sexta no Parlamento e verem, connosco, como decorre a discussão. Vistam uma camisola de uma das cores da bandeira arco-íris e preparem-se para celebrar (apenas depois do plenário, já que durante o mesmo o silêncio é obrigatório) o dia C dos nossos direitos.
A sessão de plenário terá início às 10h. Dado que é necessário passar por controlos de segurança antes de entrar e que se prevê que seja uma sessão bastante participada, recomendamos que cheguem com alguma antecedência. Isto é importante pois o número de entradas para os lugares na assistência é limitado.
Esperamos poder contar com a vossa presença neste momento tão marcante e decisivo na luta contra a desigualdade e a discriminação!
Como sabem, esta sexta-feira, dia 8, irão ser discutidas e votadas na Assembleia da República várias propostas relativas a direitos LGBT: 3 delas com vista à legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, 2 destas incluindo adopção, mais uma proposta para a legalização das Uniões Civis Registadas (entre pessoas do mesmo sexo) e uma petição para o referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Como este é um momento muito importante para a igualdade dos cidadãos LGBT, desafiamo-vos a aparecer na sexta no Parlamento e verem, connosco, como decorre a discussão. Vistam uma camisola de uma das cores da bandeira arco-íris e preparem-se para celebrar (apenas depois do plenário, já que durante o mesmo o silêncio é obrigatório) o dia C dos nossos direitos.
A sessão de plenário terá início às 10h. Dado que é necessário passar por controlos de segurança antes de entrar e que se prevê que seja uma sessão bastante participada, recomendamos que cheguem com alguma antecedência. Isto é importante pois o número de entradas para os lugares na assistência é limitado.
Esperamos poder contar com a vossa presença neste momento tão marcante e decisivo na luta contra a desigualdade e a discriminação!
(via mail)
quarta-feira, 30 de dezembro de 2009
Apelo II
Depois do post anterior e porque todos tem direito de resposta, aqui fica o que recebi via mail até agora. Abstenho-me de qualquer tipo de comentários, já que as respostas são por si só esclarecedoras.
"Obrigada pela sua mensagem.
O Bloco de Esquerda sempre defendeu o acesso ao casamento civil de homossexuais e lésbicas. É uma discriminação que ainda persiste e que, do nosso ponto de vista, contraria o espírito da Constituição.
Não concordamos com a opção do Governo em proibir o acesso à adopção pelos casais do mesmo sexo. Há muito que a nossa posição é conhecida e pensamos ser uma hipocrisia adiar esta questão. Até porque, como todos e todas sabemos, um homossexual ou lésbica, sózinho pode adoptar, mas se for um casal já não pode. Parece (?) um castigo.
Da minha parte, não tenho dúvidas de que estaremos sempre do lado dos avanços de civilização na consagração de direitos e de combate às discriminações.
Com os meus melhores cumprimentos
Helena Pinto
Deputada do Bloco de Esquerda"
_____________________
"Exm.ª Senhora,
Eu votarei favoravelmente ao casamento. Sempre o defendi. A adopção será a batalha seguinte, sendo por agora necessário ultrapassar algumas barreiras sociais, de modo a não colocar a sociedade liminarmente contra.
Votos de Feliz Ano Novo, com um abraço,
Luiz Fagundes Duarte
Deputado"
Eu votarei favoravelmente ao casamento. Sempre o defendi. A adopção será a batalha seguinte, sendo por agora necessário ultrapassar algumas barreiras sociais, de modo a não colocar a sociedade liminarmente contra.
Votos de Feliz Ano Novo, com um abraço,
Luiz Fagundes Duarte
Deputado"
_____________________
"Exmos. Senhores
Agradeço o número significativo de mails que recebi apelando ao voto favorável ao casamento, e nalguns casos à adopção, entre pessoas do mesmo sexo. A participação dos cidadãos na vida política é algo que deve motivar todos os que, em seu nome, exercem funções públicas.
Devido ao elevado número de mails, responderei em conjunto, pensando que esta resposta será suficiente. Fico, ainda assim, disponível para demais esclarecimentos ou questões.
Compreendo a importância dada ao tema por muitos que vivem há anos o activismo LGBT, e pelos que não o fazendo acham que esta alteração faz sentido, neste momento. Penso que será também compreensível que como Deputado não possa valorizar estes projectos de forma diferente dos demais. Não o faço e, devo dizê-lo, acho que são de oportunidade política bastante duvidosa. Mas cada partido pode, legitimamente, marcar a sua agenda. E cá estamos para a discutir.
Quanto à questão em concreto, é público que não sou favorável às soluções jurídicas de casamento e adopção por pessoas do mesmo sexo. É uma posição política com sustentação jurídica.
Considero que o contrato de casamento constante do Código Civil é claro na opção numérica e de género: refere-se a duas pessoas, de sexo diferente. E pode alterar-se essa definição? Como diz o anúncio, pode mas não é a mesma coisa, ou seja, a criação de um novo conteúdo implica a respectiva criação de um novo conceito jurídico, concretamente, um novo contrato. Admito a discutibilidade desta opção No entanto, o direito comparado mostra que apenas 7 países optaram pela confusão, em termos jurídicos, entre uniões de pessoas de sexo diferente e do mesmo sexo, enquanto que, são mais de 30 os países que optaram pela manutenção do conceito de casamento e pela criação de um novo contrato para pessoas do mesmo sexo. A título de nota, lembro que mais de 80% dos países do mundo proíbem ou não reconhecem uniões entre pessoas do mesmo sexo.
Ainda no que diz respeito à legislação nacional, a solução de integração das uniões entre pessoas do mesmo sexo no conceito de casamento, torna inevitável a adopção. Esta inevitabilidade acontece por via de opção, como consta do projecto do BE ou por via de inconstitucionalidade da exclusão, como sucede na Proposta do Governo. E no que diz respeito à adopção, sou contra, fundamentando a minha posição na Declaração Universal dos Direitos da Criança. Esta Declaração refere como direito de cada criança, ter um pai e uma mãe. Entendo que este direito pode ser satisfeito parcialmente, apenas por um pai ou por uma mãe. É, fundado neste principio que, de facto, já há homossexuais que adoptam crianças. Fazem-no em nome individual, quando é considerado que essa é a melhor solução para a criança. Assim estamos perante uma excepção, fundada no superior interesse da criança. Não devemos, em meu entender, transformar essa excepção, fundada no superior interesse da criança, numa regra fundada nas expectativas dos adoptantes.
Aqui fica a minha posição política sobre o objecto dos vossos apelos, como disse fico disponível para esclarecimentos ou questões.
Mais uma vez saúdo o vosso espírito participativo, que espero reencontrar noutras discussões relevantes para o futuro de Portugal.
Saudações democráticas
João Pinho de Almeida
Deputado do CDS-PP"
Agradeço o número significativo de mails que recebi apelando ao voto favorável ao casamento, e nalguns casos à adopção, entre pessoas do mesmo sexo. A participação dos cidadãos na vida política é algo que deve motivar todos os que, em seu nome, exercem funções públicas.
Devido ao elevado número de mails, responderei em conjunto, pensando que esta resposta será suficiente. Fico, ainda assim, disponível para demais esclarecimentos ou questões.
Compreendo a importância dada ao tema por muitos que vivem há anos o activismo LGBT, e pelos que não o fazendo acham que esta alteração faz sentido, neste momento. Penso que será também compreensível que como Deputado não possa valorizar estes projectos de forma diferente dos demais. Não o faço e, devo dizê-lo, acho que são de oportunidade política bastante duvidosa. Mas cada partido pode, legitimamente, marcar a sua agenda. E cá estamos para a discutir.
Quanto à questão em concreto, é público que não sou favorável às soluções jurídicas de casamento e adopção por pessoas do mesmo sexo. É uma posição política com sustentação jurídica.
Considero que o contrato de casamento constante do Código Civil é claro na opção numérica e de género: refere-se a duas pessoas, de sexo diferente. E pode alterar-se essa definição? Como diz o anúncio, pode mas não é a mesma coisa, ou seja, a criação de um novo conteúdo implica a respectiva criação de um novo conceito jurídico, concretamente, um novo contrato. Admito a discutibilidade desta opção No entanto, o direito comparado mostra que apenas 7 países optaram pela confusão, em termos jurídicos, entre uniões de pessoas de sexo diferente e do mesmo sexo, enquanto que, são mais de 30 os países que optaram pela manutenção do conceito de casamento e pela criação de um novo contrato para pessoas do mesmo sexo. A título de nota, lembro que mais de 80% dos países do mundo proíbem ou não reconhecem uniões entre pessoas do mesmo sexo.
Ainda no que diz respeito à legislação nacional, a solução de integração das uniões entre pessoas do mesmo sexo no conceito de casamento, torna inevitável a adopção. Esta inevitabilidade acontece por via de opção, como consta do projecto do BE ou por via de inconstitucionalidade da exclusão, como sucede na Proposta do Governo. E no que diz respeito à adopção, sou contra, fundamentando a minha posição na Declaração Universal dos Direitos da Criança. Esta Declaração refere como direito de cada criança, ter um pai e uma mãe. Entendo que este direito pode ser satisfeito parcialmente, apenas por um pai ou por uma mãe. É, fundado neste principio que, de facto, já há homossexuais que adoptam crianças. Fazem-no em nome individual, quando é considerado que essa é a melhor solução para a criança. Assim estamos perante uma excepção, fundada no superior interesse da criança. Não devemos, em meu entender, transformar essa excepção, fundada no superior interesse da criança, numa regra fundada nas expectativas dos adoptantes.
Aqui fica a minha posição política sobre o objecto dos vossos apelos, como disse fico disponível para esclarecimentos ou questões.
Mais uma vez saúdo o vosso espírito participativo, que espero reencontrar noutras discussões relevantes para o futuro de Portugal.
Saudações democráticas
João Pinho de Almeida
Deputado do CDS-PP"
____________________
Agradeço o seu mail.
Pelo meu lado - e dos/as deputados/as do Bloco de Esquerda - pode contar com toda a firmeza nesta luta essencial contra a discriminação, pela igualdade e os respectivos direitos. Todos eles e não apenas uma parte. Dia 8 não faltaremos às nossas responsabilidades de força política empenhada no combate contra todas - insisto, todas - as desigualdades que inferiorizam.
Saudações cordiais.
José Manuel Pureza
____________________
Agradeço as suas palavras.De facto, a aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo é um avanço significativo na nosso país.
Encontramo-nos perante o momento histórico em que essa desigualdade que existia será terminada.
Infelizmente, as lições que levaram a este avanço não foram completamente assimiladas por todos.
Assim, agora, o Partido Socialista pretende criar uma nova discriminação, não garantindo acesso à parentalidade aos casais de pessoas do mesmo sexo.
O Bloco de Esquerda tudo fará para que esta nova discriminação não seja criada. Por isso mesmo, apresentamos um projecto de lei que defende a possibilidade de pessoas entre o mesmo sexo, sem quaisquer discriminações no que toca ao acesso à parentalidade.
Para o Bloco de Esquerda, as discriminações em função da orientação sexual são inaceitáveis numa sociedade moderna. Dessa forma, continuaremos a nossa luta, juntando a nossa voz a muitos portugueses e a muitas portuguesas até que estas sejam totalmente eliminadas.
Agradeço e retribuo os votos de um 2010 com mais igualdade e liberdade.
Saudações Bloquistas,
Pedro Filipe Soares
Apelo
Escreve às deputadas e aos deputados.
Incentiva a Assembleia da República a aprovar a igualdade!
No próximo dia 8 de Janeiro serão votados na AR os vários projectos sobre a igualdade no acesso ao casamento. É importante que escrevas a cada um/a das/os deputad@s apelando a que vote na igualdade!
Proposta de carta:
Assunto: Incentivo à Assembleia da República a aprovar a igualdade!
Cara/o deputada/o,
Aproxima-se o dia da votação dos projectos sobre a igualdade no acesso ao casamento.
Temos a hipótese de começar 2010 a reparar uma das maiores injustiças e discriminações legais: a actual impossibilidade de acesso ao casamento civil para casais de pessoas do mesmo sexo.
Defendo que os casais de gays e de lésbicas devem poder ter acesso à parentalidade em igualdade de circunstâncias. Desafio cada deputad@ a deixar de lado eventuais ideias feitas que possa ter sobre o assunto e a ler os resultados das investigações académicas sérias feitas neste domínio, em alguns casos acompanhando famílias ao longo de mais de duas décadas. Sei que, se o fizerem, chegarão à conclusão inevitável de que nada, absolutamente nada, justifica a actual desprotecção legal das famílias com pais ou mães LGBT - ou qualquer dúvida em relação ao acolhimento legal dos projectos parentais de casais de pessoas do mesmo sexo.
Mas sei também que a possibilidade de regulação pelo casamento da relação de qualquer casal é fundamental e urgente - e independente de qualquer projecto de parentalidade.
Assim, apelo a que tod@s @s deputad@s lutem pela plenitude dos direitos e, caso não seja possível neste momento uma concertação no sentido de garantir avanços no âmbito da parentalidade, apelo a que garantam e apoiem a igualdade no acesso ao casamento não permitindo o protelar da dignidade num campo tão importante como o da conjugalidade.
Votos de um 2010 com mais igualdade e mais liberdade,
(nome)
Incentiva a Assembleia da República a aprovar a igualdade!
No próximo dia 8 de Janeiro serão votados na AR os vários projectos sobre a igualdade no acesso ao casamento. É importante que escrevas a cada um/a das/os deputad@s apelando a que vote na igualdade!
Proposta de carta:
Assunto: Incentivo à Assembleia da República a aprovar a igualdade!
Cara/o deputada/o,
Aproxima-se o dia da votação dos projectos sobre a igualdade no acesso ao casamento.
Temos a hipótese de começar 2010 a reparar uma das maiores injustiças e discriminações legais: a actual impossibilidade de acesso ao casamento civil para casais de pessoas do mesmo sexo.
Defendo que os casais de gays e de lésbicas devem poder ter acesso à parentalidade em igualdade de circunstâncias. Desafio cada deputad@ a deixar de lado eventuais ideias feitas que possa ter sobre o assunto e a ler os resultados das investigações académicas sérias feitas neste domínio, em alguns casos acompanhando famílias ao longo de mais de duas décadas. Sei que, se o fizerem, chegarão à conclusão inevitável de que nada, absolutamente nada, justifica a actual desprotecção legal das famílias com pais ou mães LGBT - ou qualquer dúvida em relação ao acolhimento legal dos projectos parentais de casais de pessoas do mesmo sexo.
Mas sei também que a possibilidade de regulação pelo casamento da relação de qualquer casal é fundamental e urgente - e independente de qualquer projecto de parentalidade.
Assim, apelo a que tod@s @s deputad@s lutem pela plenitude dos direitos e, caso não seja possível neste momento uma concertação no sentido de garantir avanços no âmbito da parentalidade, apelo a que garantam e apoiem a igualdade no acesso ao casamento não permitindo o protelar da dignidade num campo tão importante como o da conjugalidade.
Votos de um 2010 com mais igualdade e mais liberdade,
(nome)
[recebido via e-mail]
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Será?

A primeira notícia que ouvi esta manhã:
"A não ser que haja alguma surpresa, o Conselho de Ministros aprova hoje a proposta de lei de legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Um diploma que a Assembleia da República deverá discutir a 14 ou 15 de Janeiro, estando previsto que o debate incida sobre as propostas do Governo, do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).
Apesar de diferentes, os diplomas convergem na legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A possibilidade de os novos casais adoptarem crianças está expressamente prevista na proposta do PEV e fica implícita na do BE. Mas o Governo, recorrendo ao argumento de que não tem "mandato democrático" para avançar com essa medida, porque a sua promessa eleitoral se cingia ao casamento gay, optou por interditar a adopção aos novos casais. (...)"
"A não ser que haja alguma surpresa, o Conselho de Ministros aprova hoje a proposta de lei de legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Um diploma que a Assembleia da República deverá discutir a 14 ou 15 de Janeiro, estando previsto que o debate incida sobre as propostas do Governo, do Bloco de Esquerda (BE) e do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV).
Apesar de diferentes, os diplomas convergem na legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo. A possibilidade de os novos casais adoptarem crianças está expressamente prevista na proposta do PEV e fica implícita na do BE. Mas o Governo, recorrendo ao argumento de que não tem "mandato democrático" para avançar com essa medida, porque a sua promessa eleitoral se cingia ao casamento gay, optou por interditar a adopção aos novos casais. (...)"
via Público
sábado, 5 de dezembro de 2009
Prémios Média

A rede ex aequo - associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e simpatizantes promove no próximo dia 6 de Dezembro a quinta edição dos seus Prémios Média, no Jardim de Inverno do São Luiz Teatro Municipal, em Lisboa, às 15 horas, na qual gostaríamos de contar com a vossa presença.
Os jovens homossexuais, bissexuais ou transgéneros, LGBT, segmento da população que constitui o alvo primordial do trabalho que desenvolve a rede ex aequo, a certa altura da sua vida descobrem que a sua orientação sexual ou identidade de género é diferente da norma. Não possuindo informação e com receio de pedir apoio para evitar a discriminação dos colegas, amigos e familiares passam por momentos difíceis, levando, entre outras situações, à solidão, ao isolamento, a comportamentos de risco, à depressão, à baixa auto-estima, ao insucesso escolar e, em casos extremos, mas demasiado frequentes, ao suicídio.
Conhecendo a gravidade destas situações, a rede ex aequo organiza este evento, para homenagear as figuras da comunicação social, artes e espectáculo em Portugal que, através do seu trabalho, dão visibilidade a algumas das muitas dificuldades sentidas pelos jovens LGBT. O seu contributo é fundamental para a desconstrução de estereótipos, infelizmente ainda associados à orientação sexual ou à identidade de género.
Neste contexto, a rede ex aequo, na sua 5ª edição dos Prémios Média tem a honra de distinguir, em ex aequo, as seguintes personalidades:
Ana Zanatti, Actriz e autora, pela abordagem de temas extremamente relevantes para a juventude LGBT no programa “Sete Palmos de Testa”, numa atmosfera de respeito por todas as pessoas e por diferentes pontos de vista aliada a uma grande franqueza e a uma intenção clara de auscultar a juventude.
Rui Vilhena, autor, e Nuno Távora, actor, pela novela “Olhos nos Olhos” (TVI).
Filipe La Féria pela encenação da peça “A Gaiola das Loucas”, onde foram abordadas as temáticas do transformismo e homossexualidade.
Ana Guiomar e Diana Chaves, actrizes, pela novela “Podia Acabar o Mundo” (SIC).
O programa “Prós e Contras” (RTP1), pela inclusão do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos seus temas de debate.
Nuno Ropio pelas várias reportagens realizadas ao longo deste ano onde abordou os temas da Homossexualidade e Transsexualidade. “Polícias homossexuais discriminados pelo Ministério da Administração Interna”, “Filhos de lésbicas regem-se pela normalidade”, “Casas de abrigo para jovens gays e lésbicas expulsos pelas famílias”, etc.
Página oficial do evento: http://www.rea.pt/premiosmedia
A entrada é livre.
Os jovens homossexuais, bissexuais ou transgéneros, LGBT, segmento da população que constitui o alvo primordial do trabalho que desenvolve a rede ex aequo, a certa altura da sua vida descobrem que a sua orientação sexual ou identidade de género é diferente da norma. Não possuindo informação e com receio de pedir apoio para evitar a discriminação dos colegas, amigos e familiares passam por momentos difíceis, levando, entre outras situações, à solidão, ao isolamento, a comportamentos de risco, à depressão, à baixa auto-estima, ao insucesso escolar e, em casos extremos, mas demasiado frequentes, ao suicídio.
Conhecendo a gravidade destas situações, a rede ex aequo organiza este evento, para homenagear as figuras da comunicação social, artes e espectáculo em Portugal que, através do seu trabalho, dão visibilidade a algumas das muitas dificuldades sentidas pelos jovens LGBT. O seu contributo é fundamental para a desconstrução de estereótipos, infelizmente ainda associados à orientação sexual ou à identidade de género.
Neste contexto, a rede ex aequo, na sua 5ª edição dos Prémios Média tem a honra de distinguir, em ex aequo, as seguintes personalidades:
Ana Zanatti, Actriz e autora, pela abordagem de temas extremamente relevantes para a juventude LGBT no programa “Sete Palmos de Testa”, numa atmosfera de respeito por todas as pessoas e por diferentes pontos de vista aliada a uma grande franqueza e a uma intenção clara de auscultar a juventude.
Rui Vilhena, autor, e Nuno Távora, actor, pela novela “Olhos nos Olhos” (TVI).
Filipe La Féria pela encenação da peça “A Gaiola das Loucas”, onde foram abordadas as temáticas do transformismo e homossexualidade.
Ana Guiomar e Diana Chaves, actrizes, pela novela “Podia Acabar o Mundo” (SIC).
O programa “Prós e Contras” (RTP1), pela inclusão do casamento entre pessoas do mesmo sexo nos seus temas de debate.
Nuno Ropio pelas várias reportagens realizadas ao longo deste ano onde abordou os temas da Homossexualidade e Transsexualidade. “Polícias homossexuais discriminados pelo Ministério da Administração Interna”, “Filhos de lésbicas regem-se pela normalidade”, “Casas de abrigo para jovens gays e lésbicas expulsos pelas famílias”, etc.
Página oficial do evento: http://www.rea.pt/premiosmedia
A entrada é livre.
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
"Isto precisa é de um referendo em cada esquina"
"Confesso que não sei se as pessoas nascem com essa característica ou se optam por adoptar o comportamento desviante que a Bíblia, aliás, condena - mas, na minha opinião, os canhotos não deveriam poder casar. Nem adoptar crianças. Um casal de pessoas, digamos, normais, acaricia a cabeça dos filhos como deve ser, da esquerda para a direita. Os canhotos acariciam da direita para a esquerda, o que pode ter efeitos perversos na estrutura emocional das crianças. Na verdade, sou contra a adopção por casais heterossexuais em geral, sejam ou não canhotos. Atenção: não tenho nada contra os heterossexuais. Tenho muitos amigos heterossexuais e eu próprio sou um. Mas não concordo que possam adoptar crianças. Em primeiro lugar, porque é contranatura. Quando olhamos para a natureza, não vemos casais de pardais ou de coelhos a adoptarem crias de outros. Pelo contrário, esforçam-se por colocar as suas crias fora do ninho ou da toca o mais rapidamente possível. Ou usam as suas próprias crias para produzir novas crias. Mas não adoptam. Provavelmente, porque sabem que é contranatura. Por outro lado, a adopção por casais heterossexuais pode condicionar a sexualidade das crianças. Todos os homossexuais que conheço são filhos de casais heterossexuais. A influência de heterossexuais tem, por isso, aspectos nefastos que merecem estudo cuidadoso. Por fim, há a questão do estigma social. Suponhamos que uma criança adoptada por um casal heterossexual é convidada para ir a casa de um colega adoptado por um casal de homens. Como é que o miúdo que foi adoptado por heterossexuais se vai sentir quando perceber que a casa do colega está muito mais bem decorada do que a dele?
Quanto ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mais do que ser a favor de um referendo, sou a favor de vários. Creio que o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser referendado caso a caso. O Fernando e o Mário querem casar? Pois promova-se uma grande discussão nacional sobre o assunto. A RTP que produza um Prós e Contras com cidadãos de vários quadrantes que se posicionem contra e a favor da união do Fernando e do Mário. Organizem-se debates entre o Mário e os antigos namorados do Fernando, para que o povo português possa ter a certeza de que o Fernando está a fazer a escolha certa. E depois, então sim, que Portugal vá às urnas decidir democraticamente se concede ao Mário a mão do Fernando em casamento. E assim para todos os matrimónios. Se o objectivo é metermo-nos na vida dos outros, façamo-lo com o brio que essa nobre tarefa merece.
Defendo, portanto, uma abordagem especialmente cautelosa desta questão. Sou muito sensível ao argumento segundo o qual, se permitirmos o casamento entre pessoas do mesmo sexo, teremos de legalizar também as uniões dos polígamos. E sou sensível porque, como é evidente, não posso negar que me vou apercebendo da grande movimentação social de reivindicação do direito dos polígamos ao casamento. Parece que já temos entre nós vários muçulmanos, grandes apreciadores da poligamia. E eu não tenho homossexuais na família, nem entre os meus amigos, mas polígamos, muçulmanos ou não, conheço umas boas dezenas. Se toda esta massa poligâmica desata a querer casar, receio que os notários fiquem com as falangetas em carne viva, de tanto redigirem contratos de união civil. Mas, felizmente, confio que os polígamos sejam, também eles, sensíveis à mais elementar lógica: a poligamia é uma relação entre uma pessoa e várias outras de sexo diferente. A reivindicarem a legalização das suas uniões, fá-lo-iam a propósito do casamento entre pessoas de sexo diferente, com o qual têm mais afinidades. A menos que se trate de poligamia entre pessoas do mesmo sexo. Mas, segundo o Presidente do Irão, parece que entre os muçulmanos não há disso."
Quanto ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mais do que ser a favor de um referendo, sou a favor de vários. Creio que o casamento entre pessoas do mesmo sexo deve ser referendado caso a caso. O Fernando e o Mário querem casar? Pois promova-se uma grande discussão nacional sobre o assunto. A RTP que produza um Prós e Contras com cidadãos de vários quadrantes que se posicionem contra e a favor da união do Fernando e do Mário. Organizem-se debates entre o Mário e os antigos namorados do Fernando, para que o povo português possa ter a certeza de que o Fernando está a fazer a escolha certa. E depois, então sim, que Portugal vá às urnas decidir democraticamente se concede ao Mário a mão do Fernando em casamento. E assim para todos os matrimónios. Se o objectivo é metermo-nos na vida dos outros, façamo-lo com o brio que essa nobre tarefa merece.
Defendo, portanto, uma abordagem especialmente cautelosa desta questão. Sou muito sensível ao argumento segundo o qual, se permitirmos o casamento entre pessoas do mesmo sexo, teremos de legalizar também as uniões dos polígamos. E sou sensível porque, como é evidente, não posso negar que me vou apercebendo da grande movimentação social de reivindicação do direito dos polígamos ao casamento. Parece que já temos entre nós vários muçulmanos, grandes apreciadores da poligamia. E eu não tenho homossexuais na família, nem entre os meus amigos, mas polígamos, muçulmanos ou não, conheço umas boas dezenas. Se toda esta massa poligâmica desata a querer casar, receio que os notários fiquem com as falangetas em carne viva, de tanto redigirem contratos de união civil. Mas, felizmente, confio que os polígamos sejam, também eles, sensíveis à mais elementar lógica: a poligamia é uma relação entre uma pessoa e várias outras de sexo diferente. A reivindicarem a legalização das suas uniões, fá-lo-iam a propósito do casamento entre pessoas de sexo diferente, com o qual têm mais afinidades. A menos que se trate de poligamia entre pessoas do mesmo sexo. Mas, segundo o Presidente do Irão, parece que entre os muçulmanos não há disso."
Ricardo Araújo Pereira in Boca do Inferno
Visão, 3 de Dezembro 09
Ahahah! Muito bom! E mais não é preciso dizer.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
1989 ou 20 anos depois

O Muro de Berlim ou o Muro da Vergonha, viu iniciada a sua construção a 13 de Agosto de 1961.
Faz hoje precisamente 20 anos que o símbolo da divisão da Alemanha e da Guerra Fria caiu quando na noite de 9 de Novembro de 1989 uma multidão de pessoas da parte leste da cidade avançou rumo aos postos fronteiriços que separavam os habitantes da zona leste de Berlim da liberdade vivida a ocidente.
Mas 20 anos depois ainda existem diferenças... Em Berlim, no mundo. Vale por isso a pena ouvir a peça radiofónica "Ossi/Wessi - 20 anos depois" da amiga Débora, a quem a Comissão Europeia atribui o Prémio Europeu para Jovens Jornalistas, sobre as diferenças que ainda existem no país.
Faz hoje precisamente 20 anos que o símbolo da divisão da Alemanha e da Guerra Fria caiu quando na noite de 9 de Novembro de 1989 uma multidão de pessoas da parte leste da cidade avançou rumo aos postos fronteiriços que separavam os habitantes da zona leste de Berlim da liberdade vivida a ocidente.
Mas 20 anos depois ainda existem diferenças... Em Berlim, no mundo. Vale por isso a pena ouvir a peça radiofónica "Ossi/Wessi - 20 anos depois" da amiga Débora, a quem a Comissão Europeia atribui o Prémio Europeu para Jovens Jornalistas, sobre as diferenças que ainda existem no país.
Nesta data dedico este post ao meu avô, o alemão de 1,90m e que mal falava português. O homem que, de acordo com os meus pais, me transmitiu de alguma maneira a sua forma peculiar de comer ovos estrelados. O culpado pela minha adoração por comida alemã desde pequena [para grande horror do meu pai que da comida alemã só gosta mesmo das salsichas]. O homem que sonhou em voltar a ver o seu país unido novamente, mas que acabou por morrer meses antes do acontecimento que hoje se celebra.
U2 @ EMA 09 [Porta de Brandenburgo] - One/Magnificent
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Clubbed to death
Gosto bastante desta música, mas raramente me lembro que a tenho para aqui. Hoje calhou em ir dar com ela. Espero que gostem. ;)
Rob Dougan - Clubbed to death ( Kurayamino Variation)
Rob Dougan, também conhecido por Rob D, nasceu no ano de 1969, em Sydney, Austrália. É um compositor que mistura vários géneros e tipos de sonoridades. Música orquestrada, onde encontramos elementos de trip hop, vocais blues, ritmos bem conseguidos, conjugados com melodias sensuais e um pouco sombrias, o seu trabalho é direccionado à música electrónica. Rob Dougan ficou mundialmente famoso, graças ao seu single “Clubbed to Death (Kurayamino variation)” de 1995, mas foi somente popularizado em 1999 quando utilizado na banda sonora do filme Matrix. O single foi lançado no seu álbum de estreia intitulado Furious Angels (2001), sete anos após ter sido composto (o single).
O subtítulo da música, "Kurayamino variation" é japonês para escuridão (暗闇). A música é uma versão remistura por Dougan num estilo trágico, inspirado por escritores japoneses como Yukio Mishima ou Yasunari Kawabata.
O piano e as cordas na introdução são excertos da primeira variação de Enigma Variations de Edward Elgar.
As cordas na abertura são de "Jupiter" da obra The Planets de Gustav Holst, remisturada ao longo da música num tom abaixo de forma a enquadrar-se na existente harmonia.
A parte clássica desta música é construída à volta de "Prelude No. 4 em E-minor" (de Preludes, opus 28) de Chopin.
A versão original da música tem 7.30 minutos, mas a versão do videoclip ficou reduzida a 3.29 minutos.
O subtítulo da música, "Kurayamino variation" é japonês para escuridão (暗闇). A música é uma versão remistura por Dougan num estilo trágico, inspirado por escritores japoneses como Yukio Mishima ou Yasunari Kawabata.
O piano e as cordas na introdução são excertos da primeira variação de Enigma Variations de Edward Elgar.
As cordas na abertura são de "Jupiter" da obra The Planets de Gustav Holst, remisturada ao longo da música num tom abaixo de forma a enquadrar-se na existente harmonia.
A parte clássica desta música é construída à volta de "Prelude No. 4 em E-minor" (de Preludes, opus 28) de Chopin.
A versão original da música tem 7.30 minutos, mas a versão do videoclip ficou reduzida a 3.29 minutos.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Inspirador
Discurso de abertura do ano lectivo do Presidente Obama
"Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.
Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.
A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."
Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.
Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem.
No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades. Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos.
E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.
Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.
Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.
No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso.
E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante. O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.
Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.
Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.
Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto.
Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.
Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.
Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem.
A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro.
E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país. Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.
Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.
E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.
A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo.
É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno.
Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável. A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira.
No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."
Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições. Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais.
Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar. O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.
Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem. Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude.
E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.
A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor.
É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros.
Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?
As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes."
via mail cortesia da Estrelaminha
quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Vinte e quatro (24)
A humanidade. O número raiz do presente estado de evolução humana. O número de Adão. O número da iniciação: assinala o fim de uma fase de desenvolvimento espiritual e o início de outra fase superior. As 9 esferas celestes e os 9 espíritos elevados que as governam. O ilimitado. Os 9 orifícios do corpo humano. Os 9 meses da gravidez. O número dos ciclos humanos temporais na Terra.
Nove é o último número simples.
Na China é um número que significa longevidade e também tem o significado de uma conclusão perfeita. A pronúncia do número nove ("jiu") é a mesma de "durar bastante" e por isso um bom perságio. No entanto os japoneses consideram-no um mau presságio porque 九 (nove), o algarismo kunrei ku é fonéticamente semelhante a caos/azar.
Os Egípcios diziam ser o 9 a montanha do sol. Jesus expirou na nona hora. Vishinu reencarnou 9 vezes. Na mitologia dos Mayas, a Deusa Nove é a Deusa da Lua Cheia. Para eles, este número é tão importante na magia quanto na medicina. No Panteon Asteca, há 9 divindades nocturnas condenadas pelo Deus dos infernos. Para este povo, o 9 simboliza as coisas terrestres e nocturnas. Ele é tão terrível quanto o treze é para os ocidentais. Noite, morte, falta de sorte, eis o 9. Para a maioria das cosmogonias indígenas, há 9 mundos subterrâneos. Toth, a serpente que rege o nono dia, rege igualmente o décimo terceiro. Para o esoterismo islâmico, descer os 9 degraus sem cair, significa ter dominado os 9 sentidos. É também o número que corresponde às 9 aberturas do homem, e por isso, às suas vias de comunicação com o mundo. Um rei Asteca construíu um templo com 9 andares como os 9 Céus ou como as 9 Etapas que a alma deveria percorrer para conseguir o repouso eterno. Na mitologia centro-americana, o 9 simboliza os 9 céus sobre os quais gravita o sol. Por outro lado, como já foi dito, o 9 é o número Sagrado da Deusa Lua. Nos escritos Homéricos, o 9 tem um valor ritual. Latona sofreu 9 noites e 9 dias as dores do parto. Durante 9 dias, Deméter andou pelo mundo procurando a sua filha Perséfones. Zeus teve em 9 noites de amor, 9 musas. Os Anjos estão classificados em 9 categorias, divididas em três tríades (o máximo da perfeição relativa, pois a absoluta só Deus a possui).
Assim, o 9 representa o coroamento dos esforços, o término de uma criação, sendo por isso a medida das buscas proveitosas.
Os Magos e antigos Feiticeiros consideram-no também como indicador das estações, podendo inclusive medí-las, determiná-las. 9 são os nós dos bambus Tauístas. Este número é a base da maior parte das cerimônias Tauístas do templo dos Han. O Tao-Te-King tem 81 capítulos, ou seja, 9 multiplicado por 9 e para completar, 8 mais 1, soma 9. O Trono Imperial Chinês tem 9 degraus e 9 portas que o separam do mundo exterior, porque o Microcosmo é feito à semelhança do Céu. Aos 9 Céus, opõem-se as 9 Fontes que são as Moradas dos Mortos. O Céu Chinês tem 9 planícies e 9.999 cantos. Os Céus Budistas também são 9. 9 foram as regiões de onde os 9 pastores trouxeram o metal para a fundição dos 9 caldeirões. 9 noites e 9 dias é o tempo que separa o Céu da Terra e esta do Inferno. Sendo o 9 o último número da série dos algarismos, significa um fim e um recomeço como bem o compreenderam as diversas culturas.
Segundo Dante, na Divina Comédia, existem «9 círculos do inferno e 9 esferas de céu»; os rituais Budistas normalmente envolvem 9 monjes; os primeiros 9 meses do mês Hebreu de Av que nos leva ao nono dia que foi o dia da destruição de ambos os templos de Jerusalém. E os maçons atribuem ao 9 um carácter divino.
O nove é o número do karma, da retrospecção inevitável. Da homogeneização no Todo da heterogeneidade de Tudo.
Nove é o último número simples.
Na China é um número que significa longevidade e também tem o significado de uma conclusão perfeita. A pronúncia do número nove ("jiu") é a mesma de "durar bastante" e por isso um bom perságio. No entanto os japoneses consideram-no um mau presságio porque 九 (nove), o algarismo kunrei ku é fonéticamente semelhante a caos/azar.
Os Egípcios diziam ser o 9 a montanha do sol. Jesus expirou na nona hora. Vishinu reencarnou 9 vezes. Na mitologia dos Mayas, a Deusa Nove é a Deusa da Lua Cheia. Para eles, este número é tão importante na magia quanto na medicina. No Panteon Asteca, há 9 divindades nocturnas condenadas pelo Deus dos infernos. Para este povo, o 9 simboliza as coisas terrestres e nocturnas. Ele é tão terrível quanto o treze é para os ocidentais. Noite, morte, falta de sorte, eis o 9. Para a maioria das cosmogonias indígenas, há 9 mundos subterrâneos. Toth, a serpente que rege o nono dia, rege igualmente o décimo terceiro. Para o esoterismo islâmico, descer os 9 degraus sem cair, significa ter dominado os 9 sentidos. É também o número que corresponde às 9 aberturas do homem, e por isso, às suas vias de comunicação com o mundo. Um rei Asteca construíu um templo com 9 andares como os 9 Céus ou como as 9 Etapas que a alma deveria percorrer para conseguir o repouso eterno. Na mitologia centro-americana, o 9 simboliza os 9 céus sobre os quais gravita o sol. Por outro lado, como já foi dito, o 9 é o número Sagrado da Deusa Lua. Nos escritos Homéricos, o 9 tem um valor ritual. Latona sofreu 9 noites e 9 dias as dores do parto. Durante 9 dias, Deméter andou pelo mundo procurando a sua filha Perséfones. Zeus teve em 9 noites de amor, 9 musas. Os Anjos estão classificados em 9 categorias, divididas em três tríades (o máximo da perfeição relativa, pois a absoluta só Deus a possui).
Assim, o 9 representa o coroamento dos esforços, o término de uma criação, sendo por isso a medida das buscas proveitosas.
Os Magos e antigos Feiticeiros consideram-no também como indicador das estações, podendo inclusive medí-las, determiná-las. 9 são os nós dos bambus Tauístas. Este número é a base da maior parte das cerimônias Tauístas do templo dos Han. O Tao-Te-King tem 81 capítulos, ou seja, 9 multiplicado por 9 e para completar, 8 mais 1, soma 9. O Trono Imperial Chinês tem 9 degraus e 9 portas que o separam do mundo exterior, porque o Microcosmo é feito à semelhança do Céu. Aos 9 Céus, opõem-se as 9 Fontes que são as Moradas dos Mortos. O Céu Chinês tem 9 planícies e 9.999 cantos. Os Céus Budistas também são 9. 9 foram as regiões de onde os 9 pastores trouxeram o metal para a fundição dos 9 caldeirões. 9 noites e 9 dias é o tempo que separa o Céu da Terra e esta do Inferno. Sendo o 9 o último número da série dos algarismos, significa um fim e um recomeço como bem o compreenderam as diversas culturas.
Segundo Dante, na Divina Comédia, existem «9 círculos do inferno e 9 esferas de céu»; os rituais Budistas normalmente envolvem 9 monjes; os primeiros 9 meses do mês Hebreu de Av que nos leva ao nono dia que foi o dia da destruição de ambos os templos de Jerusalém. E os maçons atribuem ao 9 um carácter divino.
O nove é o número do karma, da retrospecção inevitável. Da homogeneização no Todo da heterogeneidade de Tudo.
A esta hora... Neste dia... 24 anos atrás.
E quando a data de hoje se voltar a repetir (09/09/09) já nenhum de nós por cá anda.
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