As palavras soam me ocas... Desprovidas de sentido...
Pode se dizer tanto apenas com uma palavra, e ao mesmo tempo nada...
O que me dizes, o que procuras que seja...
"Estou contigo", "Não sejas como um caranguejo"...
Tudo me faz sentido. As tuas palavras fazem sentindo...
Entram, ressoam dentro do meu cérebro, dentro de mim...Magoam...
Mas a vozinha a sussurrar ao meu ouvido continua...
Ela tenta anular tudo o que me dizes...
As palavras que proferes, embora brutas e por vezes cruéis significam muito...
Mudei, mas agora perdi me...
Não sei onde me encontro...
Não sou caos, não sou cosmos...
Não sou nada...
Não quero ser cosmos... Não é a minha natureza...
Não quero ser caos... Já o sou à bastante tempo...
Perdi me no meio do caos, procuro o cosmos... Procuro a luz, procuro o sorriso...
Só agora, quando me perdi é que percebi... Não posso procurar... Tenho de deixar que a luz, o sorriso nasçam em mim... Que o cosmos me encontre...
Mas tenho de ter acção para ser encontrada... Que acção? Para onde me virar?
Tudo o que vejo à minha volta é escuridão com luzes ao fundo... Não sei para onde seguir... A luz que seguir decide se sou encontrada pelo cosmos, ou se regresso ao caos...
Tenho medo... O medo paralisa me...
A vozinha continua a sussurrar, e não permite que a força venha...
Escondi a minha força, e agora que mais preciso dela não a encontro...
Sem força paraliso...
As tuas palavras fazem sentido, as minhas soam me ocas...
Faltam palavras para me exprimir...
Volto me para o silêncio...
Este destrói, mata, perpetua o caos...
Não me abandones, a não ser que não aguentes mais...
Ajuda me a ser caos e cosmos, equilibradamente...
Ajudemo-nos mutuamente...
Sem comentários:
Enviar um comentário