Neste preciso momento a minha irmã encontra-se no concerto no Campo Pequeno. E como é uma simpática, já ligou para ouvir duas das "minhas" músicas! Sempre serve de algum consolo, por não estar lá. E ao mesmo tempo faz muita inveja também!
Massive Attack - Angel
Andrew "Mushroom" Vowles, Grant "Daddy G" Marshall e Robert "3D" Del Naja, formaram os Massive Attack em 1987. Nesse momento, foram lançadas as raízes de um movimento inovador a que se chamou trip-hop, originário da cidade de Bristol, que viria ao longo da década de 90 a ser desenvolvido por nomes como Portishead, Tricky, entre outros.
O primeiro single do grupo, "Daydreaming" foi editado em 1990, mas a colaboração entre Mushroom e Daddy G vinha já de trás, dado que ambos eram dissidentes do projecto Wild Bunch, onde trabalharam com Tricky, colaborador regular dos Massive Attack, e Nellee Hooper, membro dos Soul II Soul. O single de estreia contou com as vozes de Tricky e de Shara Nelson, a cargo de quem ficou também o desempenho vocal nos temas "Unfinished Sympathy" e "Safe From Harm", incluídos no primeiro álbum do grupo, "Blue Lines", editado em 1991. O disco não registou um volume de vendas significativo, mas a comprovar que quantidade nem sempre rima com qualidade, a aclamação da crítica foi evidente e não tardou até que "Blue Lines" fosse considerado um dos álbuns mais representativos dos anos 90.
Após uma pausa de três anos, o trio de Bristol regressou em 1994 com "Protection", disco que, para além das colaborações reincidentes de Hooper, Tricky e do cantor de reggae Horace Andy, contou também com as vozes de Nicollete e Tracey Thorn, dos Everything But the Girl. O álbum, de onde foram extraídos os singles "Karmacoma", "Sly" e "Protection", serviu de mote para um trabalho de remisturas levado a cabo por Mad Professor que resultou na edição de um novo álbum, em 1995, intitulado "No Protection: Massive Attack Vs. Mad Professor".
Em 1997, o grupo editou o EP "Risingson", como meio de promover o concerto que deram, nesse ano, no festival anual de Glastonbury e, um ano depois, a banda apresentou o seu terceiro álbum de originais, intitulado "Mezzannine", disco onde mais uma vez os Massive Attack contaram com a ajuda vocal de Horace Andy, à qual se juntaram Elizabeth Fraser dos Cocteau Twins e a estreante Sara Jay.
O álbum serviu de pretexto para uma digressão que passou por Portugal em Novembro de 1998, ainda com a participação de Mushroom ao lado de 3D e Daddy G. O grupo regressou a Portugal em 1999, para um concerto incluído na edição desse ano do Festival do Sudoeste, desta vez já sem a colaboração de Mushroom.
Em 2003, regressaram com novo álbum de originais, "100th Window", que para além da habitual colaboração de Horace Andy contou também com a participação de Sinead O'Connor. À semelhança de "Mezzanine", "100th Window" teve direito a apresentação ao vivo no nosso país em dois concertos no Pavilhão Atlântico, em Maio de 2003. Em 2004, os Massive Attack regressaram a Portugal para uma actuação no Festival Super Bock Super Rock, em Maio, e no Festival Sudoeste, em Agosto.
Paralelamente às edições e concertos, o grupo dedica-se às bandas sonoras para cinema, com o filme de Luc Besson, "Danny the Dog" à cabeça. Em 2006, chega a compilação "Collected", uma edição dupla com todos os singles, temas raros, dois inéditos e todos os vídeos da sua carreira. Enquanto Del Naja e Grant Marshall regressam a estúdio cada um na sua cidade, para preparar o quinto disco, nos EUA, 'Teardrop', o tema cantado por Elizabeth Fraser dos Cocteau Twins, é popularizado no genérico da série de televisão "House". O grupo continua a trabalhar em bandas sonoras, com destaque para o tema 'Herculaneum', canção final do filme "Gomorra", assinado por Del Naja. Nestas contribuições para a sétima arte, os músicos usam quase sempre o pseudónimo de produção 100 Suns.
Pelo meio, o grupo regressa a Portugal com passagem pelo Super Bock Surf Fest.
Com edição prevista para o Outono de 2009, o quinto disco dos Massive Attack conta com as colaborações de luxo do habitual Horace Andy, junto a Damon Albarn (Blur), Tunde Adebimpe (TV On the Radio), Hope Sandovall (Mazzy Star) e Liz Fraser (Cocteau Twins).
E agora estou à espera para ver se esta também toca por lá para ouvir e ser transportada por mais um bocadinho para o Campo Pequeno.
Finalmente começa a sentir-se o frio e o Inverno por estes lados. Mas nós às 19h fomos para o café. E o café puxa à conversa e para ali continuamos até às 22h, na esplanada [sim, esplanadade noite e frio, porque era o único sitio onde se podia fumar] de conversa. E lá para o meio lá nos queixavamos dos pés gelados. Ou então tremiamos um bocado com o frio. Mas continuamos. E só às 22h é que nos lembramos que ainda não tinhamos jantado. E que estavamos realmente geladas. E lá fomos para o centro comercial, comer e aquecer um pouco.
Esta manhã acordei com um telefonema [já não me acontecia há muito, mas não tenho saudades] e depois veio a preguiça de levantar. Ainda me virei para o lado e pensei em voltar a dormir, mas entretanto tive capacidade para pensar um pouco e recordar-me que a) não era assim tão cedo quanto isso e b) amanhã trabalho e por isso acordo cedo, logo esta noite tenho de me deitar cedo. Levantei-me e vim para o sofá com a manta em cima. Já faz bem mais frio na rua. Mas está um sol maravilhoso. E para comemorar o dia de sol e frio, à hora de almoço o plano é ir para a esplanada conversar. Mas desta vez, ao contrário de ontem à noite, com sol.
Maluquices de ficar gelada até à ponta dos cabelos por escolha, só se fazem uma vez. E a lição ficou aprendida. Brrr! Que gelo ontem!
Domingo, 29 de Novembro 2009 às 20h - Muse no Pavilhão Atlântico, Lisboa. E eu tenho bilhete, prenda de aniversário da minha irmã e do seu noivo.
Agora vamos à dúvida, ou ao problema...
Sábado, 28 e Domingo, 29 vão ser dias de trabalho para mim. Das 8h às 16h em Tavira, a 300km [se não for mais ainda] de Lisboa. E Terça, dia 1 de Dezembro, feriado, volta a ser dia de trabalho cá no sul.
A primeira questão que me coloco é como é que vou fazer para estar a tempo e horas no concerto nesse dia. Depois, considerando fins de semana prévios em que trabalhei e me começa a dar a soneira às 20h, pergunto-me se não adormeço ou no caminho para cima, ou no concerto [seria algo extremamente difícil de se fazer, mas...] ou no regresso a casa dos meus pais depois do concerto. E por fim, mas não menos importante, como é que me aguento no dia 1 a trabalhar, já que imagino que com toda esta correria para cima e para baixo, vou acabar de rastos.
Depois ainda penso que o cd que dá nome à tour e que os Muse vem apresentar em concerto está longe de ser dos melhores da banda... De qualquer das formas, Muse é Muse e eu ficava contente de os ver. Mas agora assim?
'Tá bonito isto 'tá...
Agora vou andar aqui a dar voltas ao miolo a ver como é que vou resolver isto. Sugestões, alguém?
O Muro de Berlim ou o Muro da Vergonha, viu iniciada a sua construção a 13 de Agosto de 1961. Faz hoje precisamente 20 anos que o símbolo da divisão da Alemanha e da Guerra Fria caiu quando na noite de 9 de Novembro de 1989 uma multidão de pessoas da parte leste da cidade avançou rumo aos postos fronteiriços que separavam os habitantes da zona leste de Berlim da liberdade vivida a ocidente.
Mas 20 anos depois ainda existem diferenças... Em Berlim, no mundo. Vale por isso a pena ouvir a peça radiofónica "Ossi/Wessi - 20 anos depois" da amiga Débora, a quem a Comissão Europeia atribui o Prémio Europeu para Jovens Jornalistas, sobre as diferenças que ainda existem no país.
Nesta data dedico este post ao meu avô, o alemão de 1,90m e que mal falava português. O homem que, de acordo com os meus pais, me transmitiu de alguma maneira a sua forma peculiar de comer ovos estrelados. O culpado pela minha adoração por comida alemã desde pequena [para grande horror do meu pai que da comida alemã só gosta mesmo das salsichas]. O homem que sonhou em voltar a ver o seu país unido novamente, mas que acabou por morrer meses antes do acontecimento que hoje se celebra.
U2 @ EMA 09 [Porta de Brandenburgo] - One/Magnificent
Os velhotes sentados nos banquinhos e no muro. As pessoas em círculo em pé. No ar o intenso cheiro a flores. E a café. E a queijo [género queijo da serra, que não cheira mesmo a nada...]. E a carne. E a peixe... São 11h da manhã e estamos no mercado municipal.
O ambiente está propício para uma fantástico concerto, com tanto aroma no ar. No meio do círculo, duas colunas e de repente ouve-se a primeira batida e elas aparecem...
As Delycias.
Duas mulheres, salto alto, altíssimo. Vestido, muito curto e justo, preto e com tons arroxeados e muito, muito brilhante. E elas cantam... Oh, se cantam!
Afinal, quem precisa de Skunk Anansie, Massive Attack ou Muse quando se tem "As Delycias"?
Começar o Sábado assim, com tanta qualidade musical é castigo.
Imperdoável foi mesmo ter esquecido a máquina em casa e agora para minha infelicidade [e também vossa, confessem] não posso partilhar a maravilha que ouvi esta manhã. Mas a foto que encontrei na net diz tudo, ou quase.
Gosto de ver os prémios da MTV, não tanto pelos prémios mas pelas actuações. Os Prémios Europeus de Música da MTV foram ontem à noite em Berlim e eu que normalmente não me esqueço destas coisas, nem sequer me lembrei. Pois bem... Azar o meu. De qualquer das formas aqui fica a abertura com um medley de músicas nomeadas para o prémio de melhor canção. E algumas ficaram melhor nesta versão que na original. :P [e o "Use Somebody" tinha de lá estar... bom gosto!]