Terça-feira, 10 de Janeiro de 2012

Petição "Legislação e Parentalidade por Casais do Mesmo Sexo em Portugal"

Se já assinaste a Petição “Legislação e Parentalidade por Casais do Mesmo Sexo em Portugal” emhttp://www.thepetitionsite.com/1/parentalidade-pma-e-adopcao/ e ainda assim desejas enviar o texto da petição ou um texto personalizado ao Sr. Primeiro Ministro e aos(às) Senhore(a)s Deputado(a)s da Assembleia da República sobre este assunto, apresentamos a formar de o fazeres:

Primeiro-Ministro
Grupos Parlamentares

Enviar email direto para:


Deputado(a)s da Assembleia da República

Clicar no perfil do/a deputado/a que deseja contactar e enviar email pelo site do Parlamento:


Contamos com o teu apoio e colaboração por um Portugal com mais igualdade e proteção para todas as famílias e crianças!



Exmo. Sr. Primeiro-Ministro de Portugal,
Exmo(a). Senhor(a) Deputado(a),

Enquanto cidadã portuguesa/cidadão português gostaria de apelar à aprovação dos três projetos-lei do Bloco de Esquerda e do projeto-lei da Juventude Socialista, respeitantes à Procriação Medicamente Assistida, à Maternidade de Substituição, ao Registo Civil e Direitos Parentais e à Lei da Adoção:

No que diz respeito às alterações à Lei da Procriação Medicamente Assistida a lei atual apresenta uma discriminação grave das mulheres solteiras, em união de facto ou casadas com outra mulher. À luz dos dados científicos e de instituições entendidas na matéria da parentalidade não há razões sustentadas para a existência destas barreiras. Aliás, esta discriminação na lei constitui por si adicionalmente um sério obstáculo à liberdade individual de escolha do método de procriação de todas as mulheres, já que a atual lei não se limita a restringir o recurso (subsidiado) a este tipo de tratamentos no Serviço Nacional de Saúde, mas impede também clínicas privadas de prestarem o referido tratamento, por escolha da mulher, se solteira, ou de um casal de duas mulheres, se assim desejarem, mesmo sem situação de infertilidade. Estes casos não seriam comparticipados pelo Estado e, por isso, não envolveriam custos se não para as próprias beneficiárias diretas. Ainda assim a atual lei não o permite, estando contida nela, de forma perplexa, a decisão de quem pode ou não pode recorrer a estes tratamentos médicos, seja no público ou no privado. O mesmo acontecerá se se legislar a maternidade de substituição e esta for limitada a pessoas inférteis, casadas ou em união de facto com alguém de sexo diferente. Esta lei discriminatória não impede na realidade que um número de pessoas solteiras e de casais do mesmo sexo recorram a estas técnicas, de modo efetivo. Cria sim uma desigualdade social, porque só as pessoas solteiras ou os casais do mesmo sexo com maiores recursos têm meios financeiros para ir ao estrangeiro fazê-lo. Cria sim uma perda financeira para a economia portuguesa, inclusive de impostos para o Estado, de serviços que poderiam ser prestados e pagos em Portugal. Em última instância cria uma barreira ao fomento da natalidade, algo reconhecidamente importante aumentar em Portugal.

Por outro lado, urge também garantir os Direitos Parentais no Registo Civil do segundo elemento do casal, quando do mesmo sexo, no caso da procriação medicamente assistida, da adoção e do apadrinhamento civil. Falamos aliás de situações que já existem e necessitam de ser acauteladas em benefício das próprias crianças. Muitas e muitos de nós temos amigos ou conhecidos em união de facto ou casados com alguém do mesmo sexo com filhos provenientes de adoções anteriores, enquanto pessoas solteiras, ou por recurso à inseminação artificial ou até mesmo à maternidade de substituição no estrangeiro. Acontece que estas crianças são criadas por dois adultos, mas um desses adultos não vê asseguradas as condições para melhor exercer os seus deveres e responsabilidades parentais, nem as crianças se encontram protegidas, por não existir garante da sua manutenção no que resta da estrutura familiar (ou seja, a figura parental adotiva sem direitos parentais), em caso de morte ou incapacidade da figura parental legal. Ocorre, neste último caso, uma dupla rutura no ambiente familiar que terá sempre efeitos muitos negativos no bem-estar e desenvolvimento da criança. Esta será porventura, por este motivo, a alteração legislativa mais premente no que toca a casais do mesmo sexo, aos seus direitos parentais e aos direitos das suas filhas e dos seus filhos.

Por fim, apelo-lhe que vote favoravelmente o projeto-lei referente à Adoção por Casais do Mesmo Sexo. Em Portugal existem casais do mesmo sexo que preenchem todos os critérios e requisitos para adoção e desejam uma oportunidade para oferecer uma vida melhor às muitas crianças por adotar e institucionalizadas. Um dos maiores contributos sociais que casais do mesmo sexo podem oferecer é criar e educar, como seus filhos, crianças geradas por outras pessoas que não o podem fazer. Infelizmente, por preconceito, a lei não o permite em prejuízo da felicidade de muitas crianças e futuros adultos, sem razão. A ideia errónea de que o desenvolvimento sócio-emocional da criança será afetado, tão presente no senso comum, é contrariada/contraposta por uma série de estudos sobre o tema e pela posição de uma série de autoridades em áreas, como por exemplo, da Psicologia, Pediatria e Assistência social, onde se incluem a Academia Americana de Pediatras, a Academia Americana de Psiquiatria Infantil e Adolescente, a Associação Americana de Psicologia, a Associação Americana de Psicanálise, a Associação Nacional de Assistentes Sociais (EUA), a Liga Americana pelo Bem-Estar da Criança, o Conselho Norte Americano sobre Crianças Adotáveis e a Associação Canadiana de Psicologia.

Por estes motivos e porque falamos da vida de pessoas, adultos e crianças, que existem e que necessitam de proteção para uma melhor qualidade de vida, uma vez que a lei atualmente é discriminatória e em vez de proteger quem precisa, muito pelo contrário, prejudica o seu bem-estar e felicidade, apelo ao/à senhor(a) deputado/a que vote favoravelmente os projetos-lei já referidos. Falamos de pessoas que, ao contrário do que o preconceito diz e ao contrário do que a invisibilidade da orientação afetivo-sexual permite muitas pessoas conjeturar, são como qualquer cidadã ou cidadão portugueses. Ou seja, são da mesma diversidade de capacidades e carácter que os demais. Estas são pessoas que merecem igualdade de tratamento, nomeadamente da parte do Estado. As suas filhas e os seus filhos merecem também encontrar salvaguardada a sua estrutura familiar. Por fim, tantas crianças por adotar merecem que se alargue as suas oportunidades de uma vida melhor.

Atenciosamente,


*Segundo citação de Pedro Delgado Alves, secretário-geral da JS, no jornal i de 6 de Janeiro 2012, no projeto a apresentar pela JS "Quem livremente queira recorrer à PMA pode fazê-lo, não sendo exigido o diagnóstico de infertilidade. E o estado civil também não deve ser relevante". A mesma notícia também afirma que uma das deputadas socialistas que deverá apoiar este projeto do líder da JS é Isabel Moreira.



Quinta-feira, 29 de Dezembro de 2011

"É Natal! É Natal! Tra la la..."

Agora que o ano está quase a terminar, e fazendo uma retrospectiva das coisas, não foi um ano propriamente fácil, em particular na minha relação com os meus pais... Desde assumir o meu namoro, a ir viver com a minha namorada, os meus pais fizeram-me um bocado (grande) a vida num inferno... 

Mas há esperança, e após tantas discussões, não me falarem etc e tal, heis que chega ao Natal, vou visitar os meus pais e... A minha mãe tinha comprado um presente de Natal para oferecer à minha namorada. E também aos pais dela. 
Confesso que quando me veio [às escondidas, e penso que existe grande probabilidade de o meu pai não saber da existência deste presente] entregar o presente para ela fiquei sem reacção, de boca aberta e só consegui balbuciar um baixinho "obrigada". 

So... E para terminar a história, a esperança é a última a morrer e este pequeno gesto significou muito para mim. Tenho a acrescentar, para quem me lê, que o meu maior espanto vem, acima de tudo, de a minha maior oposição neste namoro até à data, ser a minha mãe! 

Espero que o vosso Natal tenha sido bom, passado com os que mais gostam e... Boas entradas, caso não regresse a este canto antes do inicio de 2012. 


Segunda-feira, 22 de Agosto de 2011

Dia Mundial da Fotografia

Tenho andado muito ausente, especialmente porque o Verão chegou e os miúdos estão de férias. Somando a isso a mudança de casa e tudo o que isso implica, depressa se descobre que mal tenho tempo para mim e para namorar. Quanto mais aqui para o cantinho...

De qualquer das formas 6ªfeira foi o Dia Mundial da Fotografia e portanto passo aqui para deixar uma lembrança desse dia. Assim sempre o blog fica menos abandonado...



E boas férias para quem as têm e bom trabalho, para quem está como eu. ;)

Domingo, 3 de Julho de 2011

Tia

Vinha com planos de vir aqui escrever um post sobre a minha escapadela romântica de fim de semana, mas neste momento só consigo pensar que:

A sobrinha mais linda [e única] nasceu hoje e já sou tia!!! =)

Parabéns aos papás e à sobrinha!
Boa semana para tod@s! Eu estou desejando que o fim de semana chegue para a poder ir visitar!

Quinta-feira, 23 de Junho de 2011

Santos em festa!

Depois de uma semana louca dedicada ao baile dos santos populares no trabalho, chegaram finalmente os feriados [São João incluido, que não é só no Porto =P] e lá vamos nós passear, neste fim de semana prolongado, depois de um merecido descanso durante o dia de hoje.

Encontramo-nos no Terreiro do Paço, este Sábado. ;)

Sábado, 18 de Junho de 2011

Quinta-feira, 9 de Junho de 2011

Pescadinha de rabo na boca

Pessoas que voltam constantemente ao mesmo problema, à mesma dificuldade, ao mesmo ponto de vista, mesmo depois de já lhes ter sido clarificado o motivo das coisas....

Pessoas que ficam totalmente bloqueadas com as possiveis e imaginadas dificuldades e problemas de determinada coisa, que repetidamente voltam a esse mesmo bloqueio, mesmo depois de já lhes ter explicado e até demonstrado que é fácil e nada complicado...

Estas pessoas cansam-me. Pior, stressam-me... Muito!

Sábado, 28 de Maio de 2011

Ecológico

Tem estado relativamente bom tempo. Está calor, às vezes abafado e outras vezes há nuvens no céu e lá caiem uns quantos pingos. Ou então, como ontem à noite, troveja. Depois na manhã seguinte, volta o sol e o calor.

A namorada, envolveu-se num pequeno acidente e ficou sem carro... Trabalha a 20km daqui e por turnos. Decidimos que passaria a usar o meu, porque moro a uns 3/4km [não sei bem porque nunca contei, mas é perto] do trabalho, há autocarros de hora a hora para Tavira [que roubalheira das roubalheiras custam 2,05€ o bilhete para uma viagem de 5 minutos e o resto faço a pé] e trabalho em horário fixo. Não há é autocarro de volta [santa terrinha em que depois das 18h, adeus aos poucos transportes públicos que existem] e tenho de pedir boleia às colegas para vir para casa.

Quando morava em casa dos meus pais, andava muito de bicicleta. Depois vim para a universidade em Faro e parei. A bicicleta que tinha parada na garagem à anos, emprestei/dei à minha prima mais nova para ela nas férias ou quando está por lá, dar as suas voltinhas. Nos anos anteriores à minha vinda para a universidade, consegui estragar os joelhos devido a excesso de exercicio físico e maus aquecimentos. Daí para a frente andar de bicicleta terminava comigo, com o joelho inchado e algumas dores. E nunca mais toquei numa bicicleta. Entretanto vim morar para aqui e voltei a ter vontade de ter uma bicicleta para passear. Mas já não a tinha e a ideia e a vontade, ficaram mesmo só por isso.

Até que... 
A namorada tem duas bicicletas e emprestou-me uma. Assim, poupo os 2€ no autocarro e não tenho de pedir boleia a ninguém, enquanto ela usa o meu carro para ir para o trabalho. Aproveito o passeio até Tavira, oiço os pássaros, escuto o mar, cheiro a ria e aprecio com calma as vistas. É um sossego! E ainda faço algum exercicio fisico, mas não o considero como tal. Apenas um bonito passeio, uma forma de carregar energias e de começar e terminar bem o dia.
Ontem foi o meu primeiro dia. Ela deixou-me no trabalho de manhã e à hora de almoço foi-me levar a bicicleta antes de ir para o trabalho. Ás 19h lá vim eu a pedalar para casa, aproveitando a calma do momento. Ainda fiz um desvio, porque estava com vontade e fui explorar pequenos caminhos junto à ria. Dali via-se Tavira inteira e do outro lado da ria escutava-se o mar, ali tão perto. Depois de uma hora de passeio [apesar de só demorar 15/20 minutos de bicicleta do trabalho até casa] cheguei como nova. Contente por ter voltado a andar de bicicleta e pelo passeio. Senti-me uma criança outra vez.

Decidi que daqui para a frente, mesmo quando já tiver o carro, enquanto não fizer demasiado calor e não for muito carregada para o trabalho, o meu meio de transporte será a bicicleta. Privilégios de morar em terras pequenas e com a Ria Formosa mesmo aqui ao lado!